A dopamina e o uso de drogas
A dopamina e o uso de drogas
A Dopamina é um neurotransmissor essencial do cérebro, ligado ao prazer, motivação e à sensação de recompensa.
Ela atua no chamado “caminho da gratificação”, que reforça comportamentos que nos fazem sentir bem.
Quando uma droga é usada, ela dispara a liberação de dopamina de forma intensa e rápida, ativando esse sistema artificialmente.
Quanto maior e mais rápida a liberação, maior o risco de dependência.
Por exemplo, ao fumar crack, a dopamina é liberada quase que instantaneamente, criando uma euforia intensa que o cérebro quer repetir, aumentando a chance de uso repetido.
Atividades naturais, como comer, praticar esportes ou socializar, também liberam dopamina, mas de forma mais lenta e equilibrada, promovendo bem-estar sem risco de dependência.
Lembre-se: quanto mais rápida e intensa a liberação da dopamina, maior o potencial da droga de gerar dependência.
Por Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira.
Meu comentário:
Diante deste texto é possível perceber que o dependente químico não é dependente da droga, mas sim, do excesso de dopamina que ela descarrega no seu sistema nervoso de maneira intensa e rápida sem muito esforço.
Como temos a tendência de repetir tudo aquilo que nos dá prazer, o dependente volta ao uso para obter o mesmo prazer. O problema é que o organismo vai se adaptando à substancia e seus efeitos vão diminuindo ao longo do tempo. Para compensar isto, o dependente aumenta o consumo e vai em busca de drogas que oferecem um efeito mais rápido e intenso, daí surgindo a dependência química.
É importante ressaltar que este processo não acontece com todas as pessoas, mas sim, com aquelas que possuem a predisposição orgânica para desenvolver a dependência.
Outra reflexão que cabe aqui é a importância da atividade física e outras formas de prazer saudável capaz de não só suprir em parte esta necessidade de dopamina, como também de acelerar o processo de intoxicação.
Para finalizar, precisamos entender o aspecto emocional e mental da adicção, ou seja, muitas vezes o dependente vai em busca de um “anestésico” para aliviar a dor de existir. Este fenômeno psíquico Freud chamou de “Além do princípio do prazer” ou “pulsão de morte”, processo inconsciente de autossabotagem e de autoextermínio que precisa ser tratado em grupos de apoio, em psicoterapia e também com a espiritualidade objetivando encontrar um sentido para vida, um propósito.
Cláudio M. Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ e CODE