A dopamina e o uso de drogas
By Cláudio

A dopamina e o uso de drogas

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A dopamina e o uso de drogas

A Dopamina é um neurotransmissor essencial do cérebro, ligado ao prazer, motivação e à sensação de recompensa.

Ela atua no chamado “caminho da gratificação”, que reforça comportamentos que nos fazem sentir bem.

Quando uma droga é usada, ela dispara a liberação de dopamina de forma intensa e rápida, ativando esse sistema artificialmente.

Quanto maior e mais rápida a liberação, maior o risco de dependência.

Por exemplo, ao fumar crack, a dopamina é liberada quase que instantaneamente, criando uma euforia intensa que o cérebro quer repetir, aumentando a chance de uso repetido.

Atividades naturais, como comer, praticar esportes ou socializar, também liberam dopamina, mas de forma mais lenta e equilibrada, promovendo bem-estar sem risco de dependência.

Lembre-se: quanto mais rápida e intensa a liberação da dopamina, maior o potencial da droga de gerar dependência.

Por Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira.

Meu comentário:

Diante deste texto é possível perceber que o dependente químico não é dependente da droga, mas sim, do excesso de dopamina que ela descarrega no seu sistema nervoso de maneira intensa e rápida sem muito esforço.

Como temos a tendência de repetir tudo aquilo que nos dá prazer, o dependente volta ao uso para obter o mesmo prazer. O problema é que o organismo vai se adaptando à substancia e seus efeitos vão diminuindo ao longo do tempo. Para compensar isto, o dependente aumenta o consumo e vai em busca de drogas que oferecem um efeito mais rápido e intenso, daí surgindo a dependência química.

É importante ressaltar que este processo não acontece com todas as pessoas, mas sim, com aquelas que possuem a predisposição orgânica para desenvolver a dependência.

Outra reflexão que cabe aqui é a importância da atividade física e outras formas de prazer saudável capaz de não só suprir em parte esta necessidade de dopamina, como também de acelerar o processo de intoxicação.

Para finalizar, precisamos entender o aspecto emocional e mental da adicção, ou seja, muitas vezes o dependente vai em busca de um “anestésico” para aliviar a dor de existir. Este fenômeno psíquico Freud chamou de “Além do princípio do prazer” ou “pulsão de morte”, processo inconsciente de autossabotagem e de autoextermínio que precisa ser tratado em grupos de apoio, em psicoterapia e também com a espiritualidade objetivando encontrar um sentido para vida, um propósito.

Cláudio M. Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ e CODE

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  • 18/04/2026