Auto amor
Você é capaz de se amar sem filtro? De encarar suas partes “menos luminosas”, “menos admiráveis”, aquelas que o mundo te fez acreditar que são feias, que são erradas, e que precisam ser escondidas a qualquer custo, inclusive de você mesma?
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Muita gente me pergunta sobre autoestima como se fosse uma pílula mágica de efeito instantâneo e permanente. Tomou, pronto! Na sua nova autoanálise apenas uma palavra: PERFEIÇÃO! Nada mais te abala, nada mais te incomoda, nada mais te faz querer mudar.
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Sinto decepcionar, mas nesse assunto não tem receita pronta, nem caminho fácil, muito menos satisfação garantida eternamente. Tem dias em que eu boto um trapo em cima do corpo e me sinto um espetáculo! E dias em que eu visto o armário inteiro e a única vontade é sentar e chorar… e de luz apagada, para que nem eu mesma precise me ver! Tem dias em que eu me dou um monte de estrelinhas por atitudes emocionalmente saudáveis que estou conseguindo ter, e dias em que eu escorrego nas cascas de banana que padrões nocivos de comportamento me fazem jogar no meu próprio caminho. Ser humano é ter essa complexidade.
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Aceitar e acolher esses altos e baixos é autoamor purinho! Autoestima é muito mais do que gostar da imagem que se vê no espelho. É se admirar como conjunto da obra e ser capaz de se reconhecer como uma obra valiosa em eterna (des) construção.
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Andrei Moreira.