Os doze passos dos Neuróticos Anônimos – parte 02
By Cláudio

Os doze passos dos Neuróticos Anônimos – parte 02

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Dirigem a vida do indivíduo que deseja recuperar-se

Primeiro Passo – Reconhecimento: “Admitimos que éramos impotentes perante nossas emoções – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.” (continuação)

Mais importante ainda é compreendermos que a nossa infelicidade crônica não se deve à nossa incapacidade de conseguirmos as coisas que desejamos. Deve-se, isto sim, a nossa incapacidade de vivermos sem as coisas que não conseguimos obter. Começamos, então, a aprender que devemos aceitar com serenidade as coisas que não podemos modificar.

Com essa nova atitude, nossas frustrações vão aos poucos desaparecendo. Vamos nos libertando da angústia e do nervosismo. Começamos também a não sentir mais depressões. Acima de tudo, constatamos que, para nos curarmos da doença emocional, é da máxima importância reconhecermos que somos impotentes perante nossas emoções e deixarmos de lutar tão desesperadamente para obter tudo o que desejamos. É nessa luta inglória que nos leva ao desequilíbrio emocional. Aprendemos, assim, que a vitória sobre os problemas causados por esse desequilíbrio nasce justamente da nossa total rendição a essa evidência.

Segundo passo – Aceitação do Poder Superior: “viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade”.

O Primeiro Passo do nosso Programa de recuperação sugere que o doente emocional se reconheça derrotado pelas suas emoções. Esse reconhecimento seria intolerável se não fosse logo seguido pela promessa de uma solução. Assim, se o Primeiro Passo diz bem do nosso desespero, o Segundo Passo nos revela o conforto de uma esperança que se baseia na manifestação de um começo de fé.

O mero contato com os companheiros de “NA” nos proporciona essa esperança. Descobrimos que muitos deles foram – outros ainda são – portadores de problemas tão desesperadores quanto os nossos e que, não obstante, alguma coisa os tem ajudado a encontrar a recuperação a normalizar suas vidas.

Que coisa será essa? Em que consiste esse Poder Superior ao qual se referem os companheiros de “NA” com tanta frequência?

Aquele que está em “NA” há relativamente pouco tempo poderá responder que a força que o ajuda vem do grupo, da compreensão e da camaradagem existentes entre os seus membros. Poderá dizer também que recebe essa força das reuniões e dos extraordinários conhecimentos que nelas obtém, conhecimentos esses que são o resultado de experiências realmente vividas. Muitos chegam a dizer que eles são mais valiosos do que os recebidos numa educação universitária, e chamam “NA” de “escola da vida”.

Continua na próxima edição

Literatura do NA (Neuróticos Anônimos)

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  • 31/10/2026