A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)
Capítulo 2/3 – parte 08
O renomado psicólogo americano William James, em seu livro “As Variedades da Experiência Religiosa”, indica inúmeros caminhos através dos quais os homens descobriram Deus. Não é nossa intenção convencer quem quer que seja de que há apenas um caminho através do qual se pode vir a ter fé. Se tudo o que aprendemos, sentimos e vimos significa algo, é que todos nós, independentemente de raça, credo ou cor, somos filhos de um Criador vivo, com o qual podemos nos relacionar, em termos simples e compreensíveis, a partir do momento em que estejamos dispostos e sejamos suficientemente honestos para tentar. Aqueles que forem filiados a alguma religião, nada encontrarão aqui que possa perturbar suas crenças ou cerimônias. Ente nós, não há atritos neste sentido.
Acreditamos não ser da nossa conta a religião com a qual nossos membros se identificam individualmente. Este deve ser um assunto absolutamente pessoal, a respeito do qual cada um decide por si, à luz de filiações passadas ou escolhas atuais. Nem todos nós estamos ligados a congregações religiosas, mas a maioria dentre nós aprova tais vínculos.
Será apresentado um esclarecimento a respeito do alcoolismo, assim como nós o compreendemos, e, posteriormente, um capítulo dedicado aos agnósticos. Muitos dos que já fizeram parte deste grupo estão agora ente nós. Ainda que pareça estranho, não consideramos tais convicções um grande obstáculo a uma experiência espiritual.
Mais adiante, damos informações precisas sobre como nos recuperamos.
Nossa esperança é que muitos alcoólicos, homens e mulheres, em crise e desesperançados, leiam estas páginas. E acreditamos que somente revelando sem disfarces nossas vidas e nossos problemas, poderemos levá-los a dizer: “É, eu também sou um deles. Preciso encontrar este caminho.”
Capítulo 3 – Mais Sobre o Alcoolismo
A maioria de nós não queria admitir que era, realmente, um alcoólico. Ninguém gosta da ideia de ser física e mentalmente diferente das outras pessoas. Assim, não causa surpresa o fato de que nossa relação com o álcool se tenha caracterizado por inúmeras e vãs tentativas de provar que podíamos beber como os outros. O pensamento de que, algum dia e de alguma maneira ele irá controlar e apreciar sua bebida, é a grande obsessão de todo bebedor anormal. A persistência desta ilusão é incrível. Muitos a perseguem até os limites da insanidade ou da morte.
Bill W., cofundador de A.A.
Literatura do AA – Continua na próxima edição