O caminho da autotransformação
Do livro: (The Pathwork of Self-Transformation)
Palestra 03 : A compulsão de recriar e de superar as feridas da infância. Parte 01
Nossas experiências negativas repetidas estão ligadas à infância ( e vidas passadas)
A falta de um amor maduro
Se não tomarmos medidas como adultos, iremos clamar pelo que não tivemos na infância.
O remédio não está fora da gente. O mundo e as pessoas não vão oferecer este amor maduro. O remédio está dentro de nós.
Olhe está realidade com maturidade, com consciência. Organize seus desejos, sentimentos e mágoas e traumas.
Grande parte dos problemas que vivemos hj tem como causa as aspirações não preenchidas quando éramos crianças.
É fundamental que se tenha consciência total destes traumas.
As crianças não tem meios de formular suas necessidades em pensamentos.
As crianças sentem a verdade com muita intensidade, porém não conseguem verbalizar está realidade.
Pais superprotetores e omissos podem gerar filhos com uma rebeldia oculta. Ela pode se manifestar somente na adolescência e juventude em forma de sintomas como o uso de drogas e comportamentos inadequados.
Pais rigorosos podem gerar uma rebeldia exposta, dificultando o desenvolvimento da criança.
A criança sente estes dois extremos de forma inconsciente, ela não tinha capacidade cognitiva para enter de forma consciente o que estava acontecendo.
Ela sente a falta de afeto e de amor, apesar de não sentir falta de coisas materiais (alimento, conforto, passeios, etc)
Estas mágoas e ressentimentos produzem vários sintomas na idade adulta. Enquanto a pessoa não tomar consciência destes traumas infantis eles vão continuar produzindo seus sintomas. A code e o tus são exemplos clássicos disto.
Somente quando entender estes sentimentos infantis, nós conseguiremos perdoar e agradecer nossos pais e, com isso, eliminar ou reduzir drasticamente estes sintomas.
Tentativas de curar as feridas da infância na idade adulta
Enquanto nós não tomarmos consciência do conflito existente entre o anseio por um amor perfeito dos pais e o ressentimento de não ter tido isto, seremos compelidos a tentar remediar está situação ao longo da vida.
De forma inconsciente, nós reproduzimos padrões de situação da nossa infância numa tentativa desesperada de curar estas feridas.
Isto fica mais evidente na escolha de parceiros do amor. A procura do pai/mãe nestas relações é muito clara.
Está tentativa compulsiva de repetir a história da primeira infância ainda é um movimento psicológico da criança que habita em nós. Está busca além de ser ineficaz, ela agrava a situação.
A falácia dessa estratégia
O guia chama a nossa atenção para os nossos traumas da primeira infância. Ele não considera que são eles os responsáveis pelos nossos problemas dos dias de hoje, mas sim, como olhamos para estes traumas.
Porém, para mudar este olhar precisamos revisitar nossa história através de um processo de autoconhecimento. Resgatar todas as nossas experiências com os nossos pais no período infantil e, a partir daí, construir uma nova percepção de tudo que aconteceu.
Se isto não acontecer, tendemos a repetir a história dos nossos pais nos nossos relacionamentos interpessoais de hoje, especialmente na vida conjugal. O passado de dor e sofrimento vai repetir no presente.
A falácia da estratégia de esquecer este passado será inevitável por um motivo muito simples: ele não passou. A única saída possível e saudável é ressignificar esta história e assim fazer as pazes com ela.
Somente quando estiver livre desta repetição sempre continuada é que você não mais clamará ser amado pelo pai/mãe. Quando isto acontecer, você desejará ser amado e amar como um adulto e não como uma criança.
Vale a pena tentar!
Continua na próxima edição
Adaptação: Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ e Codependência