O caminho da autotransformação
By Cláudio

O caminho da autotransformação

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Do livro: (The Pathwork of Self-Transformation)

Palestra 02 : Auto imagem idealiza (Parte 2) 

A máscara moral do eu idealizado

Na medida que você avança por este caminho de auto transformação, você perceberá as diferenças entre o seu eu autêntico e o seu eu idealizado pelo outro.

Quando estamos buscando o eu idealizado temos medo de sermos descobertos pelo outro, nosso orgulho esconde nossas fraquezas, e nos tornamos extremamente vulneráveis e frágeis emocionalmente.

Assim, somos vítimas de duas tendências:

1- Padrões morais super exigentes

2 – Orgulho de invulnerável, distante e superior

Um mecanismo inconsciente de esconder a nossa vulnerabilidade é projetar a culpa do nosso fracasso ao mundo, aos outros e na própria vida como um todo.

A existência de problemas e dificuldades é a prova que não somos este eu idealizado.  Se não ficarmos livres dele, jamais alcançaremos a liberdade e a felicidade.

Sabemos que somos imperfeitos, mas fazemos de conta que somos.

A Aceitação de si mesmo

O desejo verdadeiro de melhorar leva a aceitar a própria personalidade como ela é neste momento.

Ao assumirmos as nossas responsabilidades por nossas atitudes imperfeitas, adquirimos uma visão objetiva de nós mesmos e isto nos levará a uma paz e a uma liberdade.

Isto é tomar consciência de que não somos este “eu idealizado” que criamos ao longo da vida.

O tirano interior

A base da tirania da auto imagem idealizada é a sensação de falsa vergonha e da falsa culpa que essa imagem produz quando não se consegue atender estas exigências.

Quanto mais forte a presença do “eu idealizado” mais a confiança se vai.

A autoconfiança verdadeira só é possível quando removemos este tirano cruel do “eu idealizado”.

Por isto, precisamos conhecer as profundezas sutis do nosso inconsciente que formaram esse “eu idealizado”

Afastamento do verdadeiro eu

O eu idealizado é um falso eu. Ele mina as energias do seu eu real. Somente este eu real será capaz de orientar o ser humano de maneira mais adequada.

Quem sou realmente? Ao tomarmos consciência do nosso eu real, ele vai nos conduzindo a uma vida plena, livre de compulsões e transtornos mentais e físicos.

A ansiedade e a depressão, as compulsões e demais sofrimentos humanos são resultados do nosso “eu idealizado” está sendo ameaçado por nossas limitações, pelos outros ou pela vida como um todo.

Tudo isto são sintomas que se manifesta como uma raiva de não sermos este “eu idealizado”.

A auto punição nasce aqui. Se não sou bom o bastante preciso me castigar. O uso abusivo das drogas e demais compulsões tem está finalidade.

A renúncia do eu idealizado

A superação do seu eu idealizado significa a superação de um importante aspecto da dualidade entre a vida e a morte.

Quando entendermos o nosso eu falso, sua função, sua causa e seus efeitos, teremos alcançados a verdadeira compreensão das coisas. Quando isto acontecer alcançaremos a verdadeira liberdade de não precisar de esconder nada de si mesmo e dos outros.

A volta para casa

O eu falso quer ser perfeito. O eu verdadeiro sabe que isto não será possível e não fica angustiado com está dimensão humana de imperfeições.

As exigências de perfeição do eu idealizado inviabiliza a autoconfiança.

O retorno para casa é o caminho para o nosso eu verdadeiro. Quando nós descobrirmos que este eu verdadeiro é muito maior do que o eu idealizado.

Só assim encontrará paz, felicidade, realizações e uma vida plena. A paz está dentro de nós e não fora.

Continua na próxima edição

Adaptação: Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ e Codependência

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  • 28/08/2026