Em busca do amor dos pais – parte 10
By Cláudio

Em busca do amor dos pais – parte 10

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Os pais e o olhar da psicologia –

  • A Constelação Familiar e o papel dos pais

A Constelação Familiar Sistêmica foi desenvolvida pelo terapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger na segunda metade do século XX. Hellinger trabalhou como missionário na África por 16 anos, onde teve contato com a visão sistêmica das tribos Zulus. Ao retornar à Alemanha, integrou esses insights com a Análise Transacional, a Gestalt, a Fenomenologia e a Psicanálise, criando um método único e profundamente transformador. O método se expandiu pelo mundo e hoje é amplamente utilizado por terapeutas, psicólogos e coaches em mais de 70 países. No Brasil, a Constelação Familiar tem crescido de forma significativa e é reconhecida pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia) como uma abordagem complementar legítima.

A Constelação Familiar trabalha com o conceito de que cada família é um sistema com suas próprias ordens e leis invisíveis. Quando essas ordens são transgredidas — por exclusões, segredos, mortes trágicas ou injustiças — os membros mais jovens do sistema tendem a inconscientemente “representar” ou compensar esses distúrbios, muitas vezes sem ter a menor ideia do motivo.

Em uma sessão de Constelação Familiar — que pode ser em grupo ou individual — o facilitador ajuda o cliente a “montar” seu sistema  familiar, usando outras pessoas ou objetos como representantes dos membros da família. O fenômeno chamado de campo morfogenético permite que os representantes sintam e expressem emoções e impulsos que pertencem às pessoas que representam, mesmo sem conhecê-las”.

 (fonte: https://institutoterapiasdeluz.com.br/o-que-e-constelacao-familiar/)

Para Helling, os pais possuem papéis essenciais neste processo familiar. Sua afirmativa é bem direta:

“Aceitar os pais significa reservar a essas imagens benignas um lugar em nossos corações e permiti que façam ali boas obras. Aceitar os pais não quer dizer negar as coisas negativas, mas sim, permitir a nós mesmos tocar as profundezas de seus corações. Quando as pessoas conseguem atingir as profundezas do coração dos pais, estão mudadas – e mudam também os pais”

Do livro “A simetria oculta do amor – Bert Hellinger  

Para ele, o amor entre pais e filhos é baseado no dar e receber, como em qualquer outra relação amorosa. A diferença primordial é que estas relações são movidas pela chamada “primeira ordem do amor sistêmico”, ou seja, os pais dão primeiro e os filhos recebem.

Em outras palavras, os pais presenteiam seus filhos com a oportunidade destes de viverem. Não importa como foram estes pais, eles devem ser respeitados, compreendidos, perdoados e amados. De maneira poética, Hellinger sintetiza isto: “O amor floresce quando os filhos valorizam a vida que obtiveram e quando aceitam os pais como pais”

Quando os filhos aceitam seus pais como são, eles encontram uma paz profunda e os pais, por outro lado, se sentem satisfeitos e realizados. Hellinguer considera que a dádiva da vida ofertada pelos pais é impagável pelos seus filhos. Chama isto da “segunda ordem do amor sistêmico”, ou seja, é a disparidade irreconciliável entre o dar e receber de pais e filhos.

Para completar, ele fala da hierarquia do amor entre pais e filhos onde, o fluxo natural é os pais dando e os filhos recebendo amor. Quando este fluxo de amor é invertido, começa o sofrimento no lar. Assim, a “terceira ordem do amor sistêmico” tudo vai melhorar quando os filhos são filhos e os pais são pais, ou seja, quando a hierarquia familiar é respeitada.

Estas três ordens de amor sistêmico são fundamentais para os filhos superarem seus problemas da infância e se tornarem jovens e adultos felizes honrando seus pais pela oportunidade de viverem a vida que eles receberam.

Pensem nisto meus caros leitores (as)

Continua na próxima edição

Claudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em dependência química e codependência.

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  • 31/07/2026