Grupos de apoio – por quê funcionam?
By Cláudio

Grupos de apoio – por quê funcionam?

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Atualmente, vários são os sofrimentos que afligem o homem moderno: os relacionamentos conjugais, familiares, os problemas financeiros e de saúde, os transtornos emocionais, afetivos, o uso abusivo de substâncias psicoativas, a violência, a destruição do núcleo familiar, os problemas políticos, econômicos, o desemprego, etc…

Na beira do desespero, a população tenta resolver suas angústias buscando vários caminhos. Alguns destes se tornam uma verdadeira peregrinação. As tentativas “milagrosas” normalmente estão fadadas ao fracasso. Apesar de todos os esforços, a dor permanece. A alma ferida, sofrida, perdida, o que devo fazer?

As limitações humanas insistem a perseguir o homem. A ciência e a religião não conseguem superar tanta dor.

É neste contexto que surge os primeiros grupos de apoio. Os Alcoólicos Anônimos (A.A.) foi o pioneiro há mais de 90 anos. Milhares de vidas afundadas no alcoolismo já foram e continuam sendo salvas em todo o mundo.

A grande pergunta seria: “por que os grupos de apoio funcionam?” vejamos alguns pontos positivos em frequentar um grupo:

1 – Troca de experiências: você leva a sua e recebe a de várias pessoas. Grande investimento;

2 – Processo de transferência imediata: a identificação entre os iguais oferece o espaço necessário para ocorrer à transferência, ou seja, um ambiente relacional terapêutico.

3 – xô! Solidão: o estar em grupo nos dá a certeza que não estamos sozinhos neste momento tão difícil;

4 – Adeus egoísmo: ao nos deparar com os problemas dos semelhantes, percebemos que o nosso problema é menor e o espírito de solidariedade começa a nascer em mim;

5 – Conhecer para crescer: no grupo a oportunidade de conhecer o problema, de interessar pelas literaturas e estudos relativos a este desafio é enorme, possibilitando o nosso crescimento pessoal e emocional;

6 – Aprender a escutar: numa reunião você fala dez minutos e escuta uma hora e meia. Aprendizado essencial para resolver qualquer problema.

7 – Aprender falar em público: e descobrir assim sua potencialidade de liderança.

8 – Uma “machadada” no seu orgulho e na sua vergonha: ao falar da sua dor no grupo a humildade começa a nascer matando seu orgulho e sua vergonha;

9 – Amigos de verdade:excelente oportunidade de construir laços emocionais e afetivos duradouros importantes em todas as experiências ao longo da nossa vida;

10 – Uma promessa divina: “onde dois ou mais estiverem reunidos em Meu Nome Eu estarei com ele.”.

Enfim, todos os grupos utilizam dos recursos da partilha, da compreensão, da solidariedade, do apoio, da troca de experiência, porém, em muitos casos, é fundamental também o acompanhamento de profissionais da saúde (médicos, psicólogos e terapeutas) ou mesmo a internação.

O que é certo, portanto, é que os grupos funcionam por tudo isto e que não devem ser menosprezados por ninguém, especialmente por aqueles que querem realmente se tratar.

Cláudio Martins Nogueira – psicólogo clínico

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  • 15/07/2026