A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)
By Cláudio

A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)

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Capítulo 2 – parte 05

A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)

Sabemos que, quando um alcoólico se mantém afastado da bebida, o que pode fazer durante meses ou anos, suas reações são praticamente iguais às das outras pessoas. Com a mesma convicção, afirmamos que, uma vez tendo ingerido qualquer tipo de bebida alcoólica, algo acontece, tanto no sentido mental quanto no físico, que faz com que seja absolutamente impossível, para ele, parar de beber. A experiência de qualquer alcoólico confirmará irrestritamente este fato.

Estas observações seriam acadêmicas e inúteis se nosso amigo nunca tomasse o primeiro gole, acionando assim o terrível círculo vicioso. Portanto, o problema principal do alcoólico está mais em sua mente do que em seu corpo. Se perguntar a ele por que começou seu último porre, é muito provável que apresente qualquer um de seus inúmeros álibis. Às vezes, essas desculpas são até razoáveis, mas nenhuma delas faz realmente sentido diante da destruição causada pela crise de embriaguez de um alcoólico. Soam como o argumento de um homem que, ao ter uma enxaqueca, bate em sua própria cabeça com um martelo para deixar de sentir aquela dor. Se você chamar a atenção de um alcoólico para este raciocínio ilusório, ele não o levará em consideração, ou ficará irritado e se recusará a falar no assunto.

Uma vez ou outra, pode ser que ele diga a verdade. E a verdade, por incrível que pareça, é em geral que ele não sabe, tanto quanto você, porque foi que tomou aquele primeiro gole. Alguns bebedores têm desculpas que os satisfazem por algum tempo. Mas, no fundo, não sabem mesmo por que o fizeram. Depois que esta doença realmente se instala, eles são um bando de desorientados. Há neles a obsessão de que algum dia, de algum modo, ganharão a batalha. Mas, muitas vezes, suspeitam de que já perderam a guerra.

Poucos percebem quanta verdade há nisto. Suas famílias e amigos têm uma vaga intuição de que estes bêbados são anormais, mas todos aguardam com esperança o dia em que o doente despertará de sua letargia e fará valer sua força de vontade.

A trágica verdade é que, se este homem for um verdadeiro alcoólico, tal dia feliz pode não chegar. Ele já perdeu o controle. Num determinado ponto da vida de bebedeiras de um alcoólico, ele passa para um estágio no qual o mais profundo desejo de parar de beber é absolutamente inútil. Em praticamente todos os casos, esta terrível situação já existe muito antes do que se suspeita.

Bill W., cofundador de A.A.

Literatura do AA – Continua na próxima edição

A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)

Sabemos que, quando um alcoólico se mantém afastado da bebida, o que pode fazer durante meses ou anos, suas reações são praticamente iguais às das outras pessoas. Com a mesma convicção, afirmamos que, uma vez tendo ingerido qualquer tipo de bebida alcoólica, algo acontece, tanto no sentido mental quanto no físico, que faz com que seja absolutamente impossível, para ele, parar de beber. A experiência de qualquer alcoólico confirmará irrestritamente este fato.

Estas observações seriam acadêmicas e inúteis se nosso amigo nunca tomasse o primeiro gole, acionando assim o terrível círculo vicioso. Portanto, o problema principal do alcoólico está mais em sua mente do que em seu corpo. Se perguntar a ele por que começou seu último porre, é muito provável que apresente qualquer um de seus inúmeros álibis. Às vezes, essas desculpas são até razoáveis, mas nenhuma delas faz realmente sentido diante da destruição causada pela crise de embriaguez de um alcoólico. Soam como o argumento de um homem que, ao ter uma enxaqueca, bate em sua própria cabeça com um martelo para deixar de sentir aquela dor. Se você chamar a atenção de um alcoólico para este raciocínio ilusório, ele não o levará em consideração, ou ficará irritado e se recusará a falar no assunto.

Uma vez ou outra, pode ser que ele diga a verdade. E a verdade, por incrível que pareça, é em geral que ele não sabe, tanto quanto você, porque foi que tomou aquele primeiro gole. Alguns bebedores têm desculpas que os satisfazem por algum tempo. Mas, no fundo, não sabem mesmo por que o fizeram. Depois que esta doença realmente se instala, eles são um bando de desorientados. Há neles a obsessão de que algum dia, de algum modo, ganharão a batalha. Mas, muitas vezes, suspeitam de que já perderam a guerra.

Poucos percebem quanta verdade há nisto. Suas famílias e amigos têm uma vaga intuição de que estes bêbados são anormais, mas todos aguardam com esperança o dia em que o doente despertará de sua letargia e fará valer sua força de vontade.

A trágica verdade é que, se este homem for um verdadeiro alcoólico, tal dia feliz pode não chegar. Ele já perdeu o controle. Num determinado ponto da vida de bebedeiras de um alcoólico, ele passa para um estágio no qual o mais profundo desejo de parar de beber é absolutamente inútil. Em praticamente todos os casos, esta terrível situação já existe muito antes do que se suspeita.

Bill W., cofundador de A.A.

Literatura do AA – Continua na próxima edição

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  • 15/07/2026