A coragem de ser imperfeito – Parte 16
A coragem de ser imperfeito – Parte 16
Capítulo 06 – reumanizar a educação e trabalho (continuação)
- “A vergonha só triunfa nos sistemas em que as pessoas desistem de se comprometer com algo para se protegerem. Quando estamos desmotivados, nós não nos mostramos, não contribuímos e deixamos de nos importar” –
- A falta de motivação leva as pessoas a tentarem justificar todo tipo de comportamento antiético como: a mentira, o furto e a desonestidade.
Meu comentário 01: A vergonha, sobre este ponto de vista, é um mecanismo de defesa de um sujeito que não se aceita como tal. Ele se esconde na vergonha e na mentira, trazendo como consequência a desmotivação e a incompetência, no sentido de não exploração do seu potencial
O jogo da culpa:
- “Se a culpa estiver no volante, a vergonha está no banco do carona”
Culpar e apontar o dedo são sintomas de vergonha. No banco de trás vem a mágoa, a negação, a raiva e a retaliação.
Culpar alguém é descarregar dor e mal-estar nos outros
Meu comentário 02: No jogo da culpa, a vítima procura um perseguidor responsável pela sua vergonha. Fazendo isto, ela se isola da sua responsabilidade sobre a sua própria vulnerabilidade, se escondendo assim na negação e na busca de um salvador externo que vem salvar está suposta vítima do perseguidor. Ao culpar o outro, ela descarrega dor e mal-estar nos outros que estão ao seu redor. Escutei de uma paciente minha que sintetiza isto: “A vítima não se recupera”, afinal, quem precisa fazer, isto é, o seu perseguidor e o seu salvador que precisa entrar e não entra.
Estratégias de enfrentamento da vergonha nas organizações:
- 1) – Apoiar líderes ousados;
- 2) – Fazer um diagnóstico sobre a cultura da vergonha;
- 3) – Combater padrões de vergonha na organização;
- 4) – Ensinar feedback positivo
- Feedback positivo: (ou comunicação sanduiche)
- Pontos fortes – Minhas qualidades e habilidades
- Pontos de oportunidades – onde posso melhorar e usar o conceito de normalização
- “A vulnerabilidade está no âmago do processo de feedback”
Meu comentário 03: Nas organizações e no seio da família, precisamos desenvolver mecanismos de diagnóstico deste processo da vergonha. Para isto, utilizar o mecanismo de feedback positivo proposto aqui. Somente assim iremos construir um ambiente mais humanizado nestes ambientes aceitando nossas vulnerabilidades humanas.
Na próxima edição, vamos continuar com esta reflexão sobre o Capítulo 06 – reumanizar a educação e trabalho. Você não pode perder este texto. Espero vocês no mês de setembro. Até lá!
Adaptação de Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico
Indicação de leitura: Livro: A CORAGEM DE SER IMPERFEITO – Brené Brown – Editora Sextante