O rei e o lavrador
O rei e o lavrador
Um rei passeava pelos campos em sua linda carruagem quando viu um homem que trabalhava cantando. Ele desceu da carruagem, dirigindo-se ao lavrador, perguntou:
– Bom dia amigo! Por que está tão contente?
Tirando o chapéu e curvando-se respeitosamente, o camponês respondeu:
– Por que não haveria de estar, se sou muito feliz? Acordo cedo, trabalho e ganho meu pão. Adoro a Deus, amo minha mulher, meus filhos e ao meu próximo. Que mais poderia desejar?
Emocionado, o rei disse:
– Seu chapéu velho e furado vale mais do que minha coroa. Apesar de rei, não tenho a felicidade que vejo retratada nos seus olhos. Responda com sinceridade: Você trocaria sua sorte com a minha?
Encabulado, o camponês respondeu:
– Não, Majestade. Cada um deve contentar-se com o que tem.
– Eu o felicito, bom homem, e daqui por diante procurarei seguir seu exemplo. Você me deu uma grande lição!
O rei despediu-se e prosseguiu no seu passeio, satisfeito em saber que existiam no seu reino homens felizes e sem ambição.
Autor desconhecido
Meu comentário: De maneira simples esta história nos mostra que a felicidade não esta nos bens que possuímos, mas sim na maneira que lidamos com eles e com as pessoas ao nosso arredor. O camponês não era feliz porque era pobre, ele ela feliz porque convivia bem com o pouco que tinha. Já o rei não era infeliz pelos bens materiais e pelo poder que possuía, mas sim pela sua dificuldade de lidar com este lugar que ocupava na sociedade.
Pode-se aprender com esta história a não cobiçar a posição do outro. Cada tem seu caminho a percorrer, ou seja, a sua sorte ou destino. O segredo é como dar estes passos. Você pode viver se lamentando ou agradecendo. A escolha é sua.
Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo clínico.