Correndo riscos
Correndo riscos
Duas sementes descansam lado a lado no solo fértil da primavera.
A primeira semente disse:
— Eu quero crescer! Quero enviar minhas raízes às profundezas do solo e fazer meus brotos rasgarem a superfície da terra… Quero abrir meus botões como bandeiras anunciando a chegada da primavera… Quero sentir o calor do sol em meu rosto e a benção do orvalho da manhã em minhas pétalas!
E assim ela cresceu.
A segunda semente disse:
— Tenho medo. Se eu enviar minhas raízes às profundezas, não sei o que encontrarei na escuridão. Se rasgar a superfície dura, posso danificar meus brotos… e se eu deixar que meus brotos se abram e um caracol tentar comê-los? E se abrir minhas flores e uma criança me arrancar do chão? Não é muito melhor esperar até que eu me sinta segura?
E assim ela esperou.
Uma galinha ciscando no solo da primavera recente, à procura de comida, encontrou e rapidamente comeu a semente à espera de segurança.
MORAL DA HISTÓRIA
Os que se recusam a correr riscos e crescer são engolidos pela vida.
Patty Hansen
Meu comentário: No mundo existem dois tipos de pessoas. Aquelas que fazem e aquelas que não fazem nada por causa do medo. Infelizmente, o segundo grupo é composto pela maioria das pessoas. Normalmente, este grupo é composto por aqueles que criticam quem está fazendo alguma coisa. São os eternos pessimistas que só sabem colocar defeito nas coisas que os outros estão fazendo.
Esta história exemplifica bem estes dois tipos. O desespero em busca de uma segurança que não existe impossibilitou a uma das sementes em germinar, tendo como destino ser um alimento para uma galinha. A outra semente se aventurou na grande missão de ser uma árvore, gerando flores, frutos e sombras. E você? Que tipo de “semente” esta sendo?
Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo clínico