Um “santo” remédio
Um “santo” remédio
Alguns anos atrás eu tive um problema de engasgar com um pedaço de carne cozida. Tive que fazer o exame de endoscopia para tirá-lo e foi constato que estava com um princípio de gastrite. A médica solicitou vários exames e foram diagnosticados colesterol, trigliceres e glicose acima do normal. Fiquei assustado com tantos problemas de saúde e ela foi direta: “você vai ter que tomar o omeprazol pelo resto da sua vida e precisa fazer uma atividade física para normalizar seus exames”.
Comecei então a fazer atividades físicas regularmente. Rompi o famoso discurso de “eu não tenho tempo” e iniciei na musculação e continuei nadando no clube nos finais de semana. Segui as orientações médicas tomando os remédios prescritos. Antes de resolver todos estes problemas surgiram mais dois desafios. A bronquite retornou após longos anos e para piorar uma crise aguda de hérnia de disco.
Enfim, com meus pouco mais de 50 anos estava decretada a minha sentença: começar minha maratona nos médicos e a busca do milagroso remédio. Assim como um dependente de drogas tem seu fundo do poço, eu sentia que tinha chegado no meu. Diante desta realidade eu tinha apenas dois caminhos: continuar na ociosidade e ficar brincando de atividade física e enfiar a cara nos medicamentos ou encarar o tratamento indicado para o meu caso: atividade física com intensidade e com uma sequência capaz de restabelecer minha saúde.
Optei pelo caminho da atividade física. Hoje faço natação, musculação e de vez em quando corrida. Como resultado desta decisão eu posso relacionar:
1 – Fiquei livre de todos os medicamentos. Os meus exames normalizaram;
2 – Emagreci seis quilos, perdendo uma boa parte da minha barriga que começava a me incomodar;
3 – Senti mais disposição para o trabalho e meu corpo começou a responder positivamente as atividades, especialmente na natação que sempre foi meu esporte preferido;
4 – Não tive mais a crise aguda da hérnia de disco e a bronquite está controlada;
5 – Durmo melhor e me sinto muito bem fisicamente e emocionalmente;
6 – Dificilmente pego uma infecção ou uma gripe, coisa comum no passado;
Portanto, não existe uma definição melhor sobre a atividade física do que o título deste texto: “Um santo remédio”.
Cláudio Martins Nogueira – psicólogo clínico