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Na contra mão
By Cláudio

Na contra mão

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Na contra mão

Num mundo civilizado é fundamental o cumprimento das leis preestabelecidas pela sociedade. A verdadeira liberdade deve se submeter a estas leis. Imaginem se você, em defesa da sua liberdade resolve sair da sua casa e atravessar toda a cidade na contra das avenidas mais movimentadas. O que aconteceria com você? Com certeza logo os outros motoristas iriam começar a buzinar e a gritar com você. Palavras como louco, irresponsável e inconsequente seriam elogios diante de tantos palavrões que ouviria.

Infelizmente, muitas pessoas estão na contramão das relações afetivas e profissionais. De maneira egoísta só pensam em atender suas necessidades e desejos. Voltadas de maneira equivocada para o seu próprio ego, atropela emocionalmente e às vezes fisicamente o direito dos outros.

Exemplo disto não falta na sociedade em que vivemos. Os políticos e empresários corruptos que só pensam no seu “próprio umbigo” sem pensar que estão desviando dinheiro público, retirando desta forma recursos da saúde, da educação, da segurança, dos aposentados e de milhões de pessoas desprovidas destes cuidados.

Mais próximo do cidadão comum é possível perceber esta atitude com as pessoas que acreditam ter o direito de usar as drogas da maneira que bem entende. Alguns até acreditam que seus familiares são obrigados a conviver com este uso e abuso. Na contra mão dos valores da família, exigem que todos se adequam ao seu baseado, ao seu pó, a sua pedra ou à sua cervejinha.

Na contra mão no transito a polícia vai aparecer, apreender sua carteira, recolher seu carro e multa-lo por direção culposa. Um processo será aberto em seu nome e com certeza será condenado a prestar serviços à comunidade. Se acontecer algo pior como um acidente com vítimas as consequências serão mais graves.

De forma análoga, um usuário de drogas em geral (especialmente das ilegais), deverá arcar com as consequências dos seus atos. Cabe aos pais e demais familiares fazerem a abordagem, estabelecer os limites toleráveis e preservar os valores culturais da família e da sociedade como um todo.

Na contra mão da história o dependente químico se prende nesta suposta liberdade de fazer o que quiser. Torna-se assim um escravo de uma liberdade ideal que não existe no mundo real.

Assim, em um mundo civilizado deve prevalecer a lei acima das individualidades e interesses particulares. A família deve produzir esta reflexão para o bem de todos.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo clínico

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  • 02/08/2025