Qual é a qualidade dos seus pensamentos?
Qual é a qualidade dos seus pensamentos?
Começo este texto fazendo a você uma pergunta: Qual é a qualidade dos seus pensamentos?
Nós, seres humanos, somos sujeitos pensantes e são os nossos pensamentos que geram os nossos sentimentos e, consequentemente, os nossos comportamentos, assim sendo, um processo de mudança comportamental não começa no comportamento em si, mas nos pensamentos.
Somos bombardeados diariamente por uma avalanche de pensamentos, muitos deles positivos, muitos deles negativos e diante destes pontos extremos irá sobressair aquele que mais alimentamos.
Dizem que o pensamento é uma semente que se materializa. Daí a importância de avaliarmos a qualidade dos nossos pensamentos, valorizando a positividade e reduzindo a negatividade. Pensar que nada vai dar certo, que não é possível, que não somos capazes, que tudo está perdido é plantar a semente do insucesso. Por outro lado, acreditar que podemos evoluir, melhorar, crescer e aprender significa regar a semente de possibilidades extraordinárias.
Nem sempre dominamos nossos pensamentos e quando eles insistem em nos incomodar, necessitamos de alternativas para freá-los. Para tanto, não podemos dar espaço para a ociosidade, ao mesmo tempo, fortalecer nossa espiritualidade e buscar ajuda.
Autor: Celso Garrefa – www.aesertaozinho.blogspot.com.br
Meu comentário:
Antes do pensamento, temos as nossas crenças que são as geradoras dos nossos pensamentos. Assim o processo se instala da seguinte maneira:
1 – Crenças
2 – Pensamentos
3 – Sentimentos
4 – Comportamentos
5 – Consequências
Desta forma, o processo de mudança efetivo começa com as mudanças das nossas crenças. E para modifica-las é preciso muita dedicação com estudos, horas de psicoterapias (individuais e em grupo) e a disposição de refazer preconceitos, valores e ser, como diz o nosso querido Raul Seixas, “uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.
Esta dinâmica é tão complexa que, as consequências dos nossos comportamentos vão retroalimentar nossas crenças, reforçando-as ou reformulando-as, recomeçando todo o processo já posto.
Assim, ao chegar no tratamento (grupos de apoio, grupos terapêuticos e atendimento psicológico individual), é preciso deixar as “malas” das nossas crenças e valores do lado de fora e participar assiduamente com a “MENTE ABERTA” como sugere os Narcóticos Anônimos.
Ao participar, vá aprendendo aos poucos uma nova maneira de encarar os problemas. Aprenda sobre a dependência química e codependência e se esforce a cada dia para mudar suas crenças. Isto faz com que você mude seus pensamentos e sentimentos, culminando assim em mudanças efetivas no seu comportamento e, portanto, nas consequências.
Lembrando que as mudanças não acontecem de repente e nem por um “milagre”. Ela é fruto de muito trabalho e dedicação e, a cada dia, você vai ficando cada vez melhor até conseguir sair do quadro patológico da sua doença, passando a ter uma qualidade de vida muito superior comparado com o que vivia ante do tratamento.
Vale a pena se tratar.
Cláudio Martins Nogueira -Psicólogo Clínico – Especialista em DQ e Codependência.