Águas passadas não movem moinho
By Cláudio

Águas passadas não movem moinho

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Este ditado nos convida a pensar no futuro e no presente. Segundo ele, o que importa não são as águas que já passaram, mas sim as que estão passando e ainda vão passar. São elas que movem o moinho.

Infelizmente, muitas pessoas ficam presas se lamentando do passado. Afundados nas suas mágoas e ressentimentos ou mesmo na nostalgia de bons momentos do passado, elas não conseguem se aventurarem nas oportunidades do presente e nos sonhos de um futuro melhor. Assim, para elas, as águas que continuam movendo seu “moinho” ainda são as que já passaram. Reviver o passado de maneira repetitiva é uma maneira de se fechar para o presente.

Neste contexto, os sintomas de depressão podem se manifestar. A tristeza e a desilusão podem tomar conta do sujeito de tal maneira que o sofrimento ou a alegria do passado retornam no presente provocando uma recusa de viver o hoje. Como exemplo, é muito comum uma pessoa que sofreu uma desilusão amorosa no passado ficar remoendo isto nos relacionamentos afetivos do presente. Este deslocamento emocional inconsciente vai desgastar esta relação atual de tal maneira que ela pode chegar ao fracasso.

Portanto, em se tratando dos sentimentos humanos, as águas do passado podem mover o moinho. Para que isto não aconteça é muito importante dar um novo sentido às experiências do passado já que não é possível esquecê-lo ou apagá-lo da nossa memória. A pergunta que cabe aqui é: como fazer isto?

Duas maneiras extremamente eficaz para conseguir isto é através do processo psicoterápico e através da evolução espiritual. Na primeira o sujeito fala das suas experiências do passado aprendendo com elas. Na segunda, através da visão espiritual da vida, ela desenvolve a capacidade de perdoar o próximo e a si mesmo, possibilitando assim uma libertação deste passado.

Melhorando sua relação com o passado, o sujeito se abre para a vida presente e almeja assim um futuro mais promissor. Dessa maneira, seu “moinho” vai se mover naturalmente, deixando fluir as “águas” do passado, do presente e de um possível futuro.

Cláudio Martins – psicólogo clínico

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  • 07/11/2026