O Empurrão
By Cláudio

O Empurrão

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Uma águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. Porque a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? Pensou ela. O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso, abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E, se justamente agora, isto não funcionar? Pensou ela. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: O empurrão.

A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para suas vidas. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é ser uma águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes, era seu supremo ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo, E eles voaram!

Autor desconhecido

Meu comentário:

Às vezes, em nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel da águia. São elas que nos empurram para o abismo e também elas próprias nos fazem descobrir que temos asas para voar. Outra leitura que é possível fazer desta história é a importância dos pais darem este “empurrão” na vida dos seus filhos. Querer aprisiona-los no seu ninho eternamente retira deles o grande compromisso de “voar”, ou seja, de colocar seus dons a serviço da humanidade. Como diz o poeta “proteção demais desprotege e carinho em excesso faz-se arrepender”.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo especialista em dependências e codependencia.

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  • 31/10/2026