A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)
Capítulo 2 – parte 06
A grande realidade é apenas uma: Passamos por profundas e verdadeiras experiências espirituais que revolucionaram toda a nossa atitude em relação à vida, aos nossos companheiros e ao universo de Deus. Hoje, o princípio básico de nossas vidas é a absoluta certeza d que nosso Criador penetrou, de forma realmente milagrosa, em nossos corações e em nossas vidas. Ele começou a realizar, por nós, coisas que nunca teríamos conseguido sozinhos.
Se você sofre de alcoolismo, tão seriamente quanto nós sofremos, acreditamos que não existem soluções intermediárias. Estávamos num ponto em que a vida havia se tornado impossível e havíamos chegado à região de onde nenhuma ajuda humana poderia nos trazer de volta. Tínhamos apenas duas opções: anular como pudéssemos a consciência de nossa intolerável situação; a outra, aceitar ajuda espiritual. Escolhemos a segunda, porque, honestamente, queríamos e estávamos dispostos a fazer o esforço necessário.
Certo homem de negócios americano tinha capacidade, bom senso e caráter. Durante anos, vagou de sanatório em sanatório. Consultou os melhores psiquiatras americanos. Foi, então, à Europa, submetendo-se aos cuidados de um médico famoso (Dr. Jung, o psiquiatra), que se ocupou de seu caso. Embora as experiências anteriores o tivessem transformado num cético, ele terminou seu tratamento cheio de confiança. Seu estado físico e mental era excepcionalmente bom. Além disto, acreditava ter adquirido um conhecimento tão profundo dos mecanismos internos de sua própria mente e suas armadilhas, que uma recaída era inconcebível. Dentro de pouco tempo, porém, estava novamente bêbado. E o mais frustrante foi não conseguir explicar, para ele mesmo, sua queda.
Voltou, então, a procurar o médico, a quem admirava, perguntando-lhe, sem rodeios, por que não conseguia se recuperar. O que mais queria no mundo era voltar a ter autocontrole. Parecia bastante sensato e equilibrado em relação a outros problemas. Mas não tinha qualquer controle sobre o álcool. Por quê?
Implorou ao médico que lhe dissesse toda a verdade e a ouviu. Na opinião do médico, não havia esperança alguma, ele nunca recuperaria sua posição na sociedade e teria que ser mantido preso a sete chaves ou contratar um guarda-costas, se pretendesse continuar vivo. Esta foi a opinião de um grande médico.
Bill W., cofundador de A.A.
Literatura do AA – Continua na próxima edição