A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)
By Cláudio

A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)

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Capítulo 2 – parte 06

O fato é que a maioria dos alcoólicos por razões ainda obscuras perderam o poder de decisão diante da bebida. Nossa assim chamada força de vontade torna-se praticamente inexistente. Somos incapazes, em determinados momentos, de trazer à tona em nossas mentes, com força suficiente, a lembrança de sofrimentos e humilhações vividos há apenas um mês, ou uma semana. Não temos qualquer proteção contra o primeiro gole.

As quase inevitáveis consequências que virão após tomarmos até mesmo um só copo de cerveja não nos passam pela cabeça, para nos intimidar. Se tais pensamentos surgem, são nebulosos e logo substituídos pela velha e familiar ideia de que, desta vez, saberemos nos controlar, como as outras pessoas. Há uma pane total no mecanismo de defesa daquela que nos impede de colocar a mão dento de um forno quente.

O alcoólico pode dizer a si mesmo, sem a menor preocupação: “Não vou me queimar desta vez, então, à sua saúde!” Ou talvez nem pense. Quantas vezes alguns de nós começamos a beber assim despreocupadamente e, depois da terceira ou quarta dose, demos um soco no balcão do bar e dissemos para nós mesmos: “Pelo amor de Deus, como foi que eu entrei nessa de novo?” Só para afastarmos este pensamento, dizendo: “Bem, agora vou parar depois da sexta dose.” Ou: “Também, para que pensar nisso agora?”

Quando essa maneira de pensar já está inteiramente enraizada numa pessoa com tendência ao alcoolismo, é muito provável que ela já esteja fora do alcance da ajuda humana e, a menos que seja mantida presa, pode morrer ou enlouquecer para sempre. Esses fatos cruéis e aterradores têm sido confirmados por legiões de alcoólicos através dos tempos. Não fosse pela graça de Deus, poderiam ter havido outras milhares de demonstrações convincentes. São muitos os que querem parar e não conseguem.

Há uma solução. Praticamente nenhum de nós gostou da autoanálise, da destruição de nosso orgulho, da confissão de nossas falhas, indispensáveis ao êxito do processo. Mas vimos que isto realmente funcionava para os outros e viemos a acreditar na inutilidade e na futilidade da via que havíamos levado. Assim, ao sermos abordados por aqueles em quem o problema havia sido solucionado, nada nos restava além de apanhar a simples caixa de ferramentas espirituais colocada a nossos pés. Encontramos o paraíso e fomos lançados numa quarta dimensão da existência, com a qual jamais havíamos sonhado.

Bill W., cofundador de A.A.

Literatura do AA – Continua na próxima edição

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  • 03/08/2026