O balde de tinta
By Cláudio

O balde de tinta

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Um jovem desempregado estava desesperadamente em busca de um novo emprego. Ao ver uma empreiteira começando a recapear a rodovia de sua cidade foi em busca de uma oportunidade. Na entrevista de emprego ele foi bastante objetivo:

_ Moça, eu preciso trabalhar. Minha mãe é viúva, esta doente e tenho cinco irmãos mais novos passando necessidades. Não tenho experiências, mas faço qualquer coisa que vocês estiverem precisando. Estou determinado a aprender e fazer o que vocês mandarem.

Sensibilizada, a psicóloga aprovou seu nome para um contrato de experiência. Foi encaminhado para o setor e o seu supervisor foi logo indicando o serviço a ser feito:

– Moço, precisamos pintar o asfalto com as faixas amarelas. Aqui está o balde de tinta, o pincel e todos os demais materiais que você precisa. Deu as instruções devidas e demarcou a partir de qual ponto deveria começar.

O jovem trabalhador iniciou seu serviço com muita disposição. Ao final do primeiro dia tinha pintado 50 metros. No segundo dia seu rendimento caiu para 30 metros até chegar no final da semana pintando apenas 10 metros por dia.

O encarregado ficou preocupado com o jovem e foi questioná-lo:

– Caro colega, o que está acontecendo? Normalmente os empregados costumam melhorar o rendimento na medida em que dominam o serviço e com você está acontecendo o contrário?

O jovem, constrangido, foi logo tentando explicar para se defender:

– Chefe, eu não tenho culpa da lata de tinta ficar cada vez mais longe.

Moral da história: não adianta trabalhar só com os braços. Temos que usar o bom senso e a inteligência.  Às vezes, deixamos nosso “balde de tinta” como a igreja, a palavra de Deus, o grupo de apoio, a terapia, a formação profissional, etc. lá atrás e começamos a cair de produção.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo clínico

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  • 03/08/2026