O coelho e a cenoura
Conta-se que certa vez uma criança chamada Carlinhos, que era muito esperto e inteligente, se deparou com um problema com o seu coelhinho de estimação. De tão bem cuidado e bem alimentado, seu dócil amiguinho estava ficando muito gordo. Sua rotina era apenas comer e dormir. Problemas de saúde já estavam aparecendo e o seu pequeno proprietário não sabia o que fazer. Arrumou uma pequena bolinha de borracha para seu companheiro brincar e nada. Levava ele para o parque de diversão e nada. Chegou até a arrumar uma coelhinha para lhe fazer companhia e não teve jeito.
Uma manhã de muito sol, como de costume, Carlinhos foi levar a ração e alguns pedaços de cenoura para seus coelhinhos. Após limpar a casinha deles com carinho e dedicação, trocar a água e colocar a ração, ele teve uma ideia de brincar com os coelhinhos segurando a cenoura à mão de tal forma que eles não alcançassem. Carlinhos começou a andar e eles ansiosos começaram a andar atrás deles, inclusive o mais preguiçoso e gordinho.
Todos os dias, Carlinhos tira um tempo para brincar com seus amiguinhos de correr pelo terreiro da sua casa. Várias vezes ao dia, ele pegava uma cenoura e levava o Nico para uma atividade física. Sem perceber, Nico foi emagrecendo e ficando muito esperto. Seu quadro de saúde melhorou consideravelmente e Carlinhos ficou muito feliz com sua brilhante ideia.
Moral da história: A cenoura é o nosso objetivo, nosso sonho. É ela que nos motiva a pular, a caminhar, a lutar no nosso dia-a-dia. Sem percebermos, andamos quilômetros em busca desta “cenoura”. A grande pergunta passa a ser então: qual é a minha “cenoura”? Sem ela com certeza seremos vítimas da preguiça, da desmotivação e da perda do bem mais precioso que temos: o tempo. Passamos a gastá-lo sem critérios e somos levados ao sentimento de inutilidade. Cada um tem sua “cenoura”. Qual é a sua?
Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo clínico – Especialista em dependência química e codependência