Em busca do amor dos pais – parte 7
By Cláudio

Em busca do amor dos pais – parte 7

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  • Os pais e o olhar da psicologia

C) -Os filhos:

Meu pai dizia que uma família só se forma realmente na chegada dos filhos. Óbvio que esta observação dele nos convida a pensar numa das funções primordiais da família que seria a concepção e a criação de um ser humano.

Nos dias atuais, diferente da sábia reflexão do meu pai, existe várias estruturas familiares como vimos anteriormente. Porém, na estrutura tradicional da família, os filhos cumprem vários papeis, alguns saudáveis, outros nem tanto:

  1. – Um “objeto” de amor: No nascimento, o bebê passa a ser o “falo” da mãe. Para ela, ele é tudo. Não raro a libido da mulher desaparece e o desejo pelo marido desaparece. Para o pai, o bebê passa a ser um concorrente de atenção da esposa e, ao mesmo tempo, um “peso” e um amor indescritível para ele. Nos primeiros meses de vida, o bebê é o rei. Todos os holofotes da família se voltam para ele.
  2. – O herdeiro: O filho cumpre a função de levar o sobrenome da família. Ao absorver os valores éticos e morais dos pais, ele passa a dar continuidade da vida dos pais. Muitos pais colocam nos filhos, de maneira equivocada e doentia, a ideia de realizarem seus desejos frustrados ao longo da vida. Depositam nos seus filhos muitas expectativas que na maioria das vezes não serão atendidas.
  3. – Obedecer e respeitar: Os filhos tem a obrigação de obedecer e respeitar seus pais. Isto é importante porque através destas funções ele se prepara para viver na sociedade.
  4. – Ajudar a unir o casal: Os filhos fortalecem os vínculos familiares entre os pais. Vários casais teriam separados se não existem filhos em comum. Infelizmente, isto quando ocorre, pode surgir uma disfuncionalidade na família, afinal, os adultos devem resolver suas questões entre eles e não envolver crianças e adolescentes nos seus problemas.
  5. – Amadurecimento psíquico dos pais:  Todos os pais já perceberam como a maternidade e a paternidade podem produzir um amadurecimento psíquico tão rápido quando são realmente levadas a sério. A convivência com os filhos é, sem sombra de dúvidas, muito enriquecedora. Os desafios são grandes. Como dizia meu querido pai: “os filhos são as maiores dádivas que Deus nos proporciona, mas também as maiores dores de cabeça”
  6. – Amar seus pais: Os filhos devem amar os seus pais, mesmo diante de todas as suas falhas.

     Enfim, se cada um cumprir seu papel é possível construir relacionamentos mais saudáveis e funcionais, mantendo sempre em mente que não existe uma família perfeita, afinal, todos nós somos imperfeitos, inclusive os nossos filhos.  

Continua na próxima edição

Claudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em dependência química e codependência.

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  • 11/06/2026