Internei meu filho. E agora?
Internei meu filho. E agora?
Internei meu filho.
E essa decisão não nasceu da falta de amor, mas do amor amadurecido pela dor.
No Amor-Exigente aprendemos que amar não é proteger das consequências, é ensinar responsabilidades. Aprendemos que dizer “não” também é cuidado, e que limites salvam vidas.
Depois da internação, o vazio aparece.
A culpa tenta gritar.
O medo insiste em voltar.
Mas é aqui que precisamos lembrar:
Eu fiz o que estava ao meu alcance.
Eu busquei ajuda.
Eu escolhi a vida.
Agora começa um novo desafio: cuidar de mim.
Parar de vigiar, controlar e adoecer junto.
Confiar no processo.
Entregar o que não está mais sob meu controle.
No Amor-Exigente aprendemos que:
Eu não causo a dependência
Eu não posso controlar
Eu não posso curar
Mas eu posso me tratar, me fortalecer e mudar a minha postura.
Internei meu filho, mas continuo firme na esperança
não na ilusão,
mas na responsabilidade,
no limite claro,
na fé e na disciplina do amor.
Meu comentário:
A internação de um ente querido deve acontecer após a família buscar ajuda com profissionais de saúde especializados e nos grupos de apoio. A internação não deve ser o primeiro recurso a ser usado, mas sim, o último.
Internações precipitadas, além de não resolver a questão, gera traumas profundos na família e no dependente, dificultando assim futuras internações quando necessárias. Alguns passos importantes para um processo eficaz:
1 – A família deve buscar ajuda antes de tomar a iniciativa da internação do seu ente querido
2 – A família, após a superação dos quadros graves da codependência, ela começa a mudar de atitudes com o dependente, procurando envolvê-lo no tratamento.
3 – Se mesmo assim, o dependente não conseguir a sobriedade ou a adesão ao tratamento em grupos de apoio e com profissionais, a família pode optar por uma internação “voluntária” em uma comunidade terapêutica.
4 – E por último, se todos os recursos foram utilizados e não surtiram efeitos, caso o dependente esteja agressivo, violento, tendo surtos ou em situação de vulnerabilidade social, deve optar por uma internação involuntária.
Cláudio M. Nogueira -Psicólogo Clínico – Especialista em Dependência Química e codependência.