Internei meu filho. E agora?
By Cláudio

Internei meu filho. E agora?

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Internei meu filho. E agora?

Internei meu filho.

E essa decisão não nasceu da falta de amor, mas do amor amadurecido pela dor.

No Amor-Exigente aprendemos que amar não é proteger das consequências, é ensinar responsabilidades. Aprendemos que dizer “não” também é cuidado, e que limites salvam vidas.

Depois da internação, o vazio aparece.

A culpa tenta gritar.

O medo insiste em voltar.

Mas é aqui que precisamos lembrar:

Eu fiz o que estava ao meu alcance.

Eu busquei ajuda.

Eu escolhi a vida.

Agora começa um novo desafio: cuidar de mim.

Parar de vigiar, controlar e adoecer junto.

Confiar no processo.

Entregar o que não está mais sob meu controle.

No Amor-Exigente aprendemos que:

Eu não causo a dependência

Eu não posso controlar

Eu não posso curar

Mas eu posso me tratar, me fortalecer e mudar a minha postura.

Internei meu filho, mas continuo firme na esperança

não na ilusão,

mas na responsabilidade,

no limite claro,

na fé e na disciplina do amor.

Meu comentário:

A internação de um ente querido deve acontecer após a família buscar ajuda com profissionais de saúde especializados e nos grupos de apoio. A internação não deve ser o primeiro recurso a ser usado, mas sim, o último.

Internações precipitadas, além de não resolver a questão, gera traumas profundos na família e no dependente, dificultando assim futuras internações quando necessárias. Alguns passos importantes para um processo eficaz:

1 – A família deve buscar ajuda antes de tomar a iniciativa da internação do seu ente querido

2 – A família, após a superação dos quadros graves da codependência, ela começa a mudar de atitudes com o dependente, procurando envolvê-lo no tratamento.

3 – Se mesmo assim, o dependente não conseguir a sobriedade ou a adesão ao tratamento em grupos de apoio e com profissionais, a família pode optar por uma internação “voluntária” em uma comunidade terapêutica.

4 – E por último, se todos os recursos foram utilizados e não surtiram efeitos, caso o dependente esteja agressivo, violento, tendo surtos ou em situação de vulnerabilidade social, deve optar por uma internação involuntária.

Cláudio M. Nogueira -Psicólogo Clínico – Especialista em Dependência Química e codependência.

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  • 18/05/2026