o uso do cachimbo que faz a boca torta
By Cláudio

o uso do cachimbo que faz a boca torta

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 O ditado deste mês nos convida a refletir sobre a força do hábito. O ser humano tende a repetir automaticamente comportamentos frequentes. Todo processo de aprendizagem passa por este princípio: a repetição. O corpo vai se adaptando aos movimentos repetitivos e a mente vai gravando tudo isto de tal forma que, sem perceber e sem pensar o sujeito começa a funcionar no automatismo, ou seja, formou o hábito.

Da mesma forma que a boca se “organiza” para encaixar o cachimbo, o corpo vai se moldando de acordo com as experiências vividas. Por exemplo, a pessoa acomodada e ociosa tende a acumular gordura, ficar obesa e se acostumar com a ociosidade. Ao contrário, a pessoa ativa e que gasta energia em atividades físicas tende a moldar seu corpo para dar conta destas atividades. A formação dos músculos, a queima da caloria e da gordura são consequências desta adaptação.

O mesmo raciocínio serve para explicar o que acontece com um dependente químico. Na medida em que ele foi fazendo o uso da droga, seu organismo foi adaptando à droga, desenvolvendo assim a tolerância. Com o tempo ele passou a usar a droga por força do hábito, trazendo como consequência a dependência.

Portanto, para sair da droga, não basta apenas parar de usá-la, é preciso enfrentar a força do hábito desenvolvido ao longo dos anos de uso. O corpo e a mente acostumaram com a droga. Eles precisam dela para funcionar “melhor”. A questão central é que um hábito só é superado quando for substituído por outro. E isto demanda tempo e dedicação. Formar o hábito de participar dos grupos de apoio, da leitura especializada, de ir à igreja, de praticar uma atividade física e de ficar sóbrio não é tão fácil como parece.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em Dep. Química e Codependência Familiar

o uso do cachimbo que faz a boca torta

 O ditado deste mês nos convida a refletir sobre a força do hábito. O ser humano tende a repetir automaticamente comportamentos frequentes. Todo processo de aprendizagem passa por este princípio: a repetição. O corpo vai se adaptando aos movimentos repetitivos e a mente vai gravando tudo isto de tal forma que, sem perceber e sem pensar o sujeito começa a funcionar no automatismo, ou seja, formou o hábito.

Da mesma forma que a boca se “organiza” para encaixar o cachimbo, o corpo vai se moldando de acordo com as experiências vividas. Por exemplo, a pessoa acomodada e ociosa tende a acumular gordura, ficar obesa e se acostumar com a ociosidade. Ao contrário, a pessoa ativa e que gasta energia em atividades físicas tende a moldar seu corpo para dar conta destas atividades. A formação dos músculos, a queima da caloria e da gordura são consequências desta adaptação.

O mesmo raciocínio serve para explicar o que acontece com um dependente químico. Na medida em que ele foi fazendo o uso da droga, seu organismo foi adaptando à droga, desenvolvendo assim a tolerância. Com o tempo ele passou a usar a droga por força do hábito, trazendo como consequência a dependência.

Portanto, para sair da droga, não basta apenas parar de usá-la, é preciso enfrentar a força do hábito desenvolvido ao longo dos anos de uso. O corpo e a mente acostumaram com a droga. Eles precisam dela para funcionar “melhor”. A questão central é que um hábito só é superado quando for substituído por outro. E isto demanda tempo e dedicação. Formar o hábito de participar dos grupos de apoio, da leitura especializada, de ir à igreja, de praticar uma atividade física e de ficar sóbrio não é tão fácil como parece.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em Dep. Química e Codependência Familiar

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  • 09/05/2026