Em busca do amor dos pais – parte 5
By Cláudio

Em busca do amor dos pais – parte 5

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Em busca do amor dos pais – parte 5

  • Os pais e o olhar da psicologia
  1. A família: Segundo a Inteligência artificial (IA) do Google, a visão do Direito Civil    brasileiro, “família é um conceito amplo e evolutivo, centrado no afeto e na busca pela felicidade, protegida pela Constituição Federal como núcleo da sociedade, indo além do casamento tradicional para incluir a união estável, famílias monoparentais, homoafetivas, e outras formações baseadas em laços de amor, respeito e convivência, independentemente de consanguinidade ou legalidade estrita, visando o bem-estar dos seus membros”

Ela é considerada uma instituição pública protegida pela lei. O Direito de Família é uma especialidade que visa o bem estar de todos os membros da família. No mundo moderno, várias estruturas e organizações familiares estão sendo formadas e reconhecidas pelo Estado.

Na psicologia, segundo a IA, “a família não tem um conceito único e rígido, mas é entendida como o primeiro e fundamental grupo social que molda a identidade, valores e desenvolvimento emocional do indivíduo, sendo um espaço de afeto, apoio, cuidados e socialização, mas também podendo ser fonte de conflitos, violência e traumas, com configurações que variam muito além do laço sanguíneo, incluindo amigos e novas estruturas, focando na qualidade das relações e funções de suporte, proteção e educação”. 

É possível perceber que tanto na definição do Direito Civil quanto na Psicologia a complexidade dos núcleos familiares fica evidente. Podemos aprofundar um pouco mais sobre os papeis e as funções de cada membro desta instituição da seguinte forma:

  1. O Pai – Na grande maioria das sociedades, ele tem o papel de colocar um limite, usar da sua autoridade (e não autoritarismo) para separar o bebê da mãe, ou seja, fazer um corte no “cordão umbilical” imaginário desta mãe com este bebê. Quando o pai não entra nesta relação fazendo isto, a criança fica presa a esta mãe, dificultando assim o seu amadurecimento.

Além disto, o pai tem a responsabilidade de ser uma referência masculina para os filhos. Os meninos se espelham nele como modelo de homem, enquanto as meninas se espelham nele como um modelo de com quem vai se relacionar afetivamente no futuro.

Outro papel ao longo da história da humanidade que coube aos pais ocuparem foi do provedor e protetor da família.

Na sociedade contemporânea, vivemos uma crise desta função paterna por vários motivos que podemos citar:

      1) Devido ao movimento feminista que possibilitou o empoderamento das mulheres a partir do século XX, elas passaram a ter sua independência financeira, sua vida profissional e conquistaram seu espaço na sociedade. Nos dias de hoje, muitas famílias estão sendo sustentadas por estas mulheres, sem a presença deste Pai;

      2) Muitos pais tiveram, e ainda tem, dificuldades para se adaptar a esta nova ordem social familiar. Ao perder sua função de provedor e protetor, eles se isolaram no processo de educação dos filhos, terceirizando esta tarefa para esta “super mãe” capaz de resolver todas as questões familiares;

      3) A maioria dos homens da nossa geração tiveram uma educação muito rígida, especialmente com seus pais. Com o acesso as informações e melhoras significativas nas condições socioeconômicas das famílias e com a redução do número de filhos, estes pais acreditaram que deveriam ser mais passivos e mais amigos dos seus filhos, deixando assim de exercer a função paterna do corte e do limite já mencionados aqui.

Estes fatores produziram pais condescendentes e permissivos e mães superprotetoras e, às vezes, autoritárias, assumindo todas as responsabilidades do lar.

Continua na próxima edição

Claudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em dependência química e codependência.

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  • 02/05/2026