A coragem de ser imperfeito – Parte 20
By Cláudio

A coragem de ser imperfeito – Parte 20

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A coragem de ser imperfeito – Parte 20

Capitulo 07 – Criando filhos plenos

Diminuir a lacuna de valores:

Apoiar nossos filhos significa apoiar os pais. Cuidar do bem estar das crianças é não envergonhar os pais. Os pais erram… Porém querendo acertar. Eles precisam ser valorizados e não humilhados.

Assim…

O senso de dignidade é sentir bem com suas escolhas. O importante é o comprometimento dos pais no processo de educação dos seus filhos. Eles precisam ser respeitados mesmo quando estão “errando”. Isso é autovalorização

Não julgar os pais é essencial para ajudar que seus filhos possam viver com ousadia e serem plenos. Viver com ousadia é encontrar nosso caminho e respeitar a escolha dos outros, mesmo que estas não estejam em comum acordo com meus valores.

Autovalorização é igual ao amor aceitação

Aceitação: É o desejo de fazer parte de algo maior do que nós. Eu sou “eu” e, apesar disto, sou aceito. Aceitação não é encaixar-se, ou seja, anular o meu “eu” para ser “aceito” pelo outro. Os pais, em primeiro lugar, precisam se aceitar para conseguirem aceitar seus filhos como são e não como idealizaram.

“Compaixão só acontece entre os iguais, ou seja, entre humanos”

“Pais não são perfeitos e nem sempre estão certos. Por isto precisamos estar abertos para nossos filhos e demais familiares. Para isto, a atenção plena e a nossa presença é fundamental. Deixar os filhos travarem suas próprias lutas e vivenciarem suas adversidades será fundamental para que eles encontrem o sentido da esperança e da vida.

Meu comentário:

 Criar filhos plenos implica em acreditar no potencial deles. Demorei muitos anos para entender a revolta dos filhos (especialmente dos adolescentes e jovens) para com seus pais superprotetores. Os filhos querem sair do ninho e bater asas e voar.

Os pais codependentes cortam suas asas para eles não voarem. Na tentativa de protege-los os desprotege. Resultado: adultos infantilizados dependendo financeiramente e emocionalmente dos pais ou avós.

A psicologia nos convida a reverter esta realidade, independente da idade do “bonitão”, é possível fazer com que os filhos assumam sua autonomia e vá em busca de sua realização pessoal. Para isto, é fundamental a psicoterapia e a reeducação dos pais com muita empatia e compreensão dos profissionais de saúde.

Na próxima edição, vamos continuar refletindo sobre o capítulo 07 – Criando filhos plenos. Você não pode perder este texto. Espero vocês no mês de Janeiro/26. Até lá!

Adaptação de Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico

Indicação de leitura: Livro: A CORAGEM DE SER IMPERFEITO – Brené Brown – Editora Sextante

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  • 18/04/2026