A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)
By Cláudio

A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)

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Capítulo 1 – parte 09

A história de Bill – Co-fundador do AA (Alcóolicos Anônimos)

Como eu estivera cego! No hospital, fui separado do álcool pela última vez. O tratamento era aconselhável, pois eu apresentava sinais de “delirium tremens”.

Lá, ofereci-me humildemente a Deus, como eu então O concebia, para que Ele fizesse de mim o que desejasse. Coloquei-me, sem reservas, sob Seus cuidados e orientação. Admiti, pela primeira vez, que, por mim mesmo, eu nada podia. Que, sem Ele, eu estava perdido. Encarei, sem piedade, meus pecados e prontifiquei-me a deixar que meu novo Amigo os levasse embora, por completo. Nunca mais bebi.

Meu colega de escola visitou-me e contei-lhe a respeito de todos os meus problemas e deficiências. Fizemos uma relação das pessoas que eu havia magoado, ou contra as quais me sentia ressentido. Declarei minha sincera disposição de procurar aquelas pessoas, admitindo meu erro. De modo algum eu as criticaria. Eu iria corrigir tudo aquilo da melhor forma possível.

Eu deveria analisar meu pensamento à luz de meu novo e interno conhecimento de Deus. O bom senso viria a se transformar, assim, num sexto sentido. Eu me sentaria em silêncio, quando tivesse dúvidas, pedindo apenas orientação e forças para enfrentar meus problemas conforme Ele determinasse. Sob hipótese alguma pediria por mim mesmo, a não ser que, de meus pedidos, resultassem oportunidades de ser útil ao próximo. Somente neste caso eu poderia esperar vê-los atendidos. E a resposta seria generosa.

Meu amigo prometeu-me que, quando tudo aquilo estivesse realizado, eu conheceria um novo relacionamento com meu Criador. Que eu teria os rudimentos de uma nova maneira de viver que resolveriam todos os meus problemas. A crença no poder de Deus, acrescida de boa vontade, honestidade e humildade suficientes para estabelecer e manter o novo estado de coisas, eram os requisitos essenciais.

Simples, mas não fácil. Havia um preço a ser pago. Significava destruição do egocentrismo. Eu precisava entregar tudo ao Pai da Luz, que preside a todos nós.

Aquelas eram proposições revolucionárias e drásticas, mas, no momento em que as aceitei sem restrições, o efeito foi instantâneo. Houve uma sensação de vitória, seguida de uma paz e serenidade que eu nunca conhecera. Havia uma confiança ilimitada. Eu me sentia revigorado, como se uma lufada de ar puro soprasse do alto da montanha. Deus se aproxima pouco a pouco da maioria dos homens, mas Seu impacto em mim havia sido repentino e profundo.

Por um momento fiquei alarmado. Chamei meu amigo, o médico, para lhe perguntar se eu ainda conservava minha sensatez. Ele me ouviu, maravilhado.

Por fim, balançou a cabeça, dizendo: “Aconteceu com você algo que não compreendo. Mas é melhor que você se agarre a isto. Qualquer coisa é melhor do que o estado em que você estava.” O bom médico conhece, agora, muitos homens que passaram por experiências semelhantes. Ele sabe que elas são reais.

Literatura do AA – Continua na próxima edição

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  • 28/02/2026