A coragem de ser imperfeito – Parte 19
By Cláudio

A coragem de ser imperfeito – Parte 19

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A coragem de ser imperfeito – Parte 19

Capitulo 07 – Criando filhos plenos

Compreendendo e combatendo a vergonha:

“Compaixão e vínculos são as virtudes que dão sentido e significado a nossa vida. E elas só serão possíveis se assumirmos a nossa vulnerabilidade” – Assumirmos a nossa vulnerabilidade diante dos nossos filhos é uma grande oportunidade de construirmos vínculos afetivos importantes mostrando para eles a nossa humanidade

A plenitude é como a estrela guia. Nós nunca iremos alcança-la, mas ela nos indica que estamos na direção certa” – Jamais chegaremos à perfeição. Todos nós estamos em busca de crescimento em busca dela.

“Para se autovalorizar não é necessário pré-requisitos.

“A vergonha adora os pré-requisitos”. Se não os tenho, eu não tenho valor.

Vergonha com seus pré-requisitos:

A) Padrões de beleza (feminino e masculino)

B) Perfeccionismo”

A autora nos convida a pensar que a autovalorização deve acontecer do jeito que nós estamos no momento. Não precisamos ser “belos” e “perfeitos” para acontecer isto. Nos aceitando do jeito que nós estamos no momento superamos a nossa vergonha

“Repare se o rosto dela se ilumina quando te ver ao invés de olhar para conferir se está tudo certo com ela”

Aqui, percebemos a importância do olhar dos pais para valorizar seus filhos. Esta atitude estimula a autovalorização nas crianças e adolescentes e diminui a vergonha.

Separar nossos filhos dos seus comportamentos é muito importante, afinal, ser mau é diferente de fazer algo mau. Assim, é muito importante cultivar o diálogo da culpa (comportamento) e não o da vergonha (a pessoa).

A frase do Amor Exigente “ Eu amo você, mas não aprovo o que você está fazendo”

Separa com sabedoria estas questões: Quando ofendemos a pessoa, nós acionamos a vergonha e com ela o medo de não ser amado. Isto é uma ameaça a sua sobrevivência. Quando focamos no comportamento desviante nós deixamos claro a importância de corrigi-lo

As raízes dos traumas surge quando provocamos a vergonha ofendendo a pessoa dos nossos filhos. Corrigir o comportamento não gera trauma.

“O nosso cérebro processa a vergonha e a rejeição social igual a dor física” As experiências de vergonha na infância afetam diretamente nossa autoestima, mudando nossa maneira de olhar para nós mesmos;

Portanto…

“Precisamos usar a conversa interna da culpa e não da vergonha. Somente assim conseguiremos ensinar isto aos nossos filhos.

Utilizar a técnica da NORMALIZAÇÃO:

“Nossos filhos não estão sozinhos nesta. Todos erram, inclusive nós, os pais, citando exemplos parecidos”

Na próxima edição, vamos continuar refletindo sobre o capítulo 07 – Criando filhos plenos. Você não pode perder este texto. Espero vocês no mês de dezembro. Até lá!

Adaptação de Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico

Indicação de leitura: Livro: A CORAGEM DE SER IMPERFEITO – Brené Brown – Editora Sextante

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  • 28/02/2026