A dor da codependência
A dor da codependência
Codependência você para de viver sua vida. Você foca em “salvar” seu ente querido.
Você depende da vida dele para viver a sua.
Se ele está bem, você está bem. Se ele deprime, fica nervoso, vai embora…sua vida fica um caos.
Sua vida não é prioridade, você nem pensa nisto, não dá tempo, tem de estar atento para resgatar o “júnior” que muitas vezes tem mais de 35 anos…sim um adolescente adulto.
Daí você desaprendeu a viver sem ter que preocupar com ele.
Culpa, medo, se algo acontecer com ele, foi por que você não estava perto para orientar.
O detalhe que ele só quer você perto para sugar energia, ter comida, dinheiro e vida boa sem regras e a gente acha que um dia ele vai entender que nossa preocupação é para o bem dele e ele vai mudar.
Aí, pelo o que vejo e ouço só muda se ele quiser.
Nos resta como Coodependente termos de mudar, o Junior mudando ou não.
Aí é um grande trabalho de reaprender a viver a própria vida que é entrelaçada com outros pessoas, familiares que também vão estranhar a nossa mudança e nós também vamos começar a ver a realidade que vivemos e que não tínhamos olhos e atenção para ver.
Não é fácil.
Mas é uma alforria.
O que o escravo faz quando recebe uma carta de alforria?
O que ele é depois que recebe uma carta de alforria?
O que fazer com ter a liberdade de viver a sua vida?
E a sua própria vida está ok?
Vamos supor:
Se o Junior curasse, formasse em medicina, casasse e fosse viver a vida que você tanto sonhou para ele, o que VOCÊ faria para VOCÊ?
Eu abri mão de tudo, ele se foi e o que eu vou fazer o que da minha vida?
Aprender a viver sem ter de viver e preocupar em salvar o outro.
Se a gente morrer o Junior não vai morrer com a gente, ele vive sem nós.
Não precisamos morrer para isto acontecer.
Desculpem, foi um desabafo.
Temos de mudar.
Não é fácil, mas é por nós.
Se o Junior for menor de idade ou incapaz é diferente, ainda está sob a nossa responsabilidade, exige muita atenção em como agir.
Porém, fora esta situação, o livre árbitro existe, para o Junior e para nós.
Tenhamos coragem e fé.
Do jeito que estamos fazendo não dá certo.
Vamos seguir a orientação dos profissionais da área e sempre, sempre nos apoiarmos na fé e aprendermos um com os outros em um grupo de apoio e se possível fazer terapia. É muito importante fazer terapia.
Estamos emocionalmente doentes e tem muita vida para ser vivida por cada uma de nós.
É neste lugar que podemos falar nos grupos de apoio.
E a nossa vida, neste caos que criamos vivendo a vida do Junior está uma grande desordem.
Vai dar trabalho.
Mas, vale a pena.
Dá trabalho mudar.
Não é uma mágica.
Colaboração: Cyntia Amaral