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A Dor Silenciosa das Mães de Filhos Adictos
By Cláudio

A Dor Silenciosa das Mães de Filhos Adictos

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A Dor Silenciosa das Mães de Filhos Adictos

Há dores que não gritam. Elas se escondem em olhares cansados, em noites mal dormidas, em orações silenciosas. Assim é a dor de muitas mães que convivem com a dependência química de seus filhos.

É um silêncio pesado, carregado de medo. Medo de que o filho não volte para casa. Medo da ligação inesperada que anuncia uma tragédia. Medo de internar e ser julgada como “má mãe”. Medo, até mesmo, de falar sobre o problema em público e enfrentar o preconceito.

Nesse silêncio também mora a insegurança: “Será que falhei? Será que estou fazendo certo? Será que consigo suportar mais uma recaída?”.

Junta-se a isso a vergonha de admitir que a família não é tão perfeita como aparenta. Muitas vezes, a ausência paterna e a sobrecarga emocional tornam o peso ainda maior.

Essas mães vivem uma rotina exaustiva. Dormem com o coração apertado, sem saber se o filho está em uso, na rua, ou correndo riscos inimagináveis. Elas carregam sozinhas as marcas de uma disfuncionalidade familiar que não é escolhida, mas imposta pela doença.

O silêncio também nasce da falta de informação. Poucas sabem como buscar ajuda, poucas entendem que a dependência química é uma doença. Muitas não conhecem seus direitos ou sequer imaginam que a internação involuntária pode, em casos extremos, ser um recurso para salvar a vida do filho.

Mas esse silêncio precisa ser quebrado. É urgente falar sobre essa dor. É preciso acolher essas mães sem julgamento, oferecer-lhes informação, apoio e rede de cuidado. Porque o peso da codependência não pode ser carregado sozinha.

A dependência química fere, mas também pode abrir caminho para o aprendizado, para a reconstrução de vínculos e para o fortalecimento da fé e da esperança.

E é justamente nesse ponto de fragilidade que muitas mães descobrem uma força que jamais imaginaram ter.

Há esperança. O tratamento existe e pode transformar vidas. A internação, quando necessária, não é abandono, mas um ato de amor. Os grupos de apoio, a psicoterapia e o fortalecimento da espiritualidade oferecem caminhos para que a mãe se cuide, e para que o filho encontre a chance de recomeçar.

Mesmo no silêncio da dor, uma nova história pode ser escrita. Porque nenhuma noite é eterna, e o amanhecer sempre traz consigo a promessa de um recomeço.

Autor desconhecido.

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  • 13/12/2025