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Qual é a música?
By Cláudio

Qual é a música?

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Por onde andei – Nando Reis

Cada fase da nossa vida costuma ser marcada por uma música. São momentos de alegria ou períodos de dor profunda, decepções, encontros, desencontros e despedidas. Assim, cada canção — especialmente por sua letra — pode nos remeter a diferentes momentos e provocar interpretações únicas.

A música “Por Onde Andei”, de Nando Reis, me remete a uma fase em que, ao ouvi-la, algo despertou dentro de mim. Foi como um chamado espiritual. Senti que era Deus me fazendo refletir sobre o quanto eu estava distante d’Ele, procurando em tantos outros lugares a paz que só encontraria em mim mesma. Percebi então que Deus me procurava — e falava comigo — por meio de tudo de bonito que me cercava.

Essa música toca profundamente o meu coração, e por isso, quero compartilhar a forma como interpreto cada verso dela.

Desculpe…

Estou um pouco atrasado.

Assim começa o reencontro.

Com humildade, com arrependimento, com coragem para voltar atrás.

Quantas vezes em nossa vida espiritual,

chegamos atrasados para reconhecer o que de fato importa?

Nos perdemos por aí.

Ocupamos o tempo com distrações, mágoas, medos, culpas.

E nos afastamos…De quem nos ama.

Do que nos cura…Do Divino que habita em nós.

“Por onde andei, enquanto você me procurava?”

Essa pergunta ecoa como uma oração.

Quantas vezes o Amor Maior nos buscou —

em meio ao nosso orgulho, à nossa fuga, à nossa ausência?

Quantas vezes a Vida nos chamou de volta —

e estávamos ocupados demais com aquilo que não tem alma?

“E eu entendo as suas queixas tão justificáveis

E a falta que eu fiz nessa semana”

O espírito que desperta começa reconhecendo as consequências da sua ausência.

A ausência de presença. A ausência de amor. A ausência de gratidão.

Até para uma criança, certas coisas são óbvias…

Mas o coração endurecido pelo mundo se torna cego.

“Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?”

A conexão com algo maior, eterno, essencial.

“Amor, eu sinto a sua falta

E a falta é a morte da esperança”

Quando nos desconectamos da Fonte —

de Deus, do Amor, da nossa própria essência —

a esperança definha. A alma sente saudade.

E, às vezes, só então nos damos conta

de que estávamos tentando viver sem ar espiritual.

“Como um dia que roubaram o seu carro

Deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil

Uma bobagem, uma irrelevância diante da eternidade

Do amor de quem se ama”

Essa parte é uma revelação.

As perdas e dores da vida nos mostram a quão efêmera é a existência.

Tão frágeis são os dias, os planos, os bens.

Mas o amor verdadeiro — humano ou divino — esse é eterno.

Esse transcende o tempo. Esse é sagrado.

Essa é a chave da transformação espiritual:

Reconhecer aquilo que realmente preenche o vazio.

Não são os bens, os títulos, os acertos perfeitos.

Mas o amor verdadeiro.

“E o que eu te dei

Foi muito pouco ou quase nada”

Reconhecer que oferecemos pouco

não é o fim — é o início da humildade.

É o passo necessário para recomeçar.

Deixar “roupas penduradas” pode representar

as marcas superficiais que deixamos no mundo…

Mas agora é hora de deixar a alma por inteiro.

Uma pergunta final:

“Será que você já sabe o que é que te faltava?”

Talvez fosse paz.

Talvez fosse fé.

Talvez fosse amor-próprio.

Ou talvez fosse reconexão com o Divino que habita em você.

A boa notícia é que o Amor espera. Sempre espera.

E ainda que a gente tenha andado por caminhos distantes,

a porta da eternidade permanece aberta.

Porque o que faltava nunca foi algo fora —

era o retorno para dentro.

Colaboração: Alaide Teixeira

Qual é a música?

Por onde andei – Nando Reis

Cada fase da nossa vida costuma ser marcada por uma música. São momentos de alegria ou períodos de dor profunda, decepções, encontros, desencontros e despedidas. Assim, cada canção — especialmente por sua letra — pode nos remeter a diferentes momentos e provocar interpretações únicas.

A música “Por Onde Andei”, de Nando Reis, me remete a uma fase em que, ao ouvi-la, algo despertou dentro de mim. Foi como um chamado espiritual. Senti que era Deus me fazendo refletir sobre o quanto eu estava distante d’Ele, procurando em tantos outros lugares a paz que só encontraria em mim mesma. Percebi então que Deus me procurava — e falava comigo — por meio de tudo de bonito que me cercava.

Essa música toca profundamente o meu coração, e por isso, quero compartilhar a forma como interpreto cada verso dela.

Desculpe…

Estou um pouco atrasado.

Assim começa o reencontro.

Com humildade, com arrependimento, com coragem para voltar atrás.

Quantas vezes em nossa vida espiritual,

chegamos atrasados para reconhecer o que de fato importa?

Nos perdemos por aí.

Ocupamos o tempo com distrações, mágoas, medos, culpas.

E nos afastamos…De quem nos ama.

Do que nos cura…Do Divino que habita em nós.

“Por onde andei, enquanto você me procurava?”

Essa pergunta ecoa como uma oração.

Quantas vezes o Amor Maior nos buscou —

em meio ao nosso orgulho, à nossa fuga, à nossa ausência?

Quantas vezes a Vida nos chamou de volta —

e estávamos ocupados demais com aquilo que não tem alma?

“E eu entendo as suas queixas tão justificáveis

E a falta que eu fiz nessa semana”

O espírito que desperta começa reconhecendo as consequências da sua ausência.

A ausência de presença. A ausência de amor. A ausência de gratidão.

Até para uma criança, certas coisas são óbvias…

Mas o coração endurecido pelo mundo se torna cego.

“Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?”

A conexão com algo maior, eterno, essencial.

“Amor, eu sinto a sua falta

E a falta é a morte da esperança”

Quando nos desconectamos da Fonte —

de Deus, do Amor, da nossa própria essência —

a esperança definha. A alma sente saudade.

E, às vezes, só então nos damos conta

de que estávamos tentando viver sem ar espiritual.

“Como um dia que roubaram o seu carro

Deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil

Uma bobagem, uma irrelevância diante da eternidade

Do amor de quem se ama”

Essa parte é uma revelação.

As perdas e dores da vida nos mostram a quão efêmera é a existência.

Tão frágeis são os dias, os planos, os bens.

Mas o amor verdadeiro — humano ou divino — esse é eterno.

Esse transcende o tempo. Esse é sagrado.

Essa é a chave da transformação espiritual:

Reconhecer aquilo que realmente preenche o vazio.

Não são os bens, os títulos, os acertos perfeitos.

Mas o amor verdadeiro.

“E o que eu te dei

Foi muito pouco ou quase nada”

Reconhecer que oferecemos pouco

não é o fim — é o início da humildade.

É o passo necessário para recomeçar.

Deixar “roupas penduradas” pode representar

as marcas superficiais que deixamos no mundo…

Mas agora é hora de deixar a alma por inteiro.

Uma pergunta final:

“Será que você já sabe o que é que te faltava?”

Talvez fosse paz.

Talvez fosse fé.

Talvez fosse amor-próprio.

Ou talvez fosse reconexão com o Divino que habita em você.

A boa notícia é que o Amor espera. Sempre espera.

E ainda que a gente tenha andado por caminhos distantes,

a porta da eternidade permanece aberta.

Porque o que faltava nunca foi algo fora —

era o retorno para dentro.

Colaboração: Alaide Teixeira

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  • 13/12/2025