Qual é a música?
Por onde andei – Nando Reis
Cada fase da nossa vida costuma ser marcada por uma música. São momentos de alegria ou períodos de dor profunda, decepções, encontros, desencontros e despedidas. Assim, cada canção — especialmente por sua letra — pode nos remeter a diferentes momentos e provocar interpretações únicas.
A música “Por Onde Andei”, de Nando Reis, me remete a uma fase em que, ao ouvi-la, algo despertou dentro de mim. Foi como um chamado espiritual. Senti que era Deus me fazendo refletir sobre o quanto eu estava distante d’Ele, procurando em tantos outros lugares a paz que só encontraria em mim mesma. Percebi então que Deus me procurava — e falava comigo — por meio de tudo de bonito que me cercava.
Essa música toca profundamente o meu coração, e por isso, quero compartilhar a forma como interpreto cada verso dela.
Desculpe…
Estou um pouco atrasado.
Assim começa o reencontro.
Com humildade, com arrependimento, com coragem para voltar atrás.
Quantas vezes em nossa vida espiritual,
chegamos atrasados para reconhecer o que de fato importa?
Nos perdemos por aí.
Ocupamos o tempo com distrações, mágoas, medos, culpas.
E nos afastamos…De quem nos ama.
Do que nos cura…Do Divino que habita em nós.
“Por onde andei, enquanto você me procurava?”
Essa pergunta ecoa como uma oração.
Quantas vezes o Amor Maior nos buscou —
em meio ao nosso orgulho, à nossa fuga, à nossa ausência?
Quantas vezes a Vida nos chamou de volta —
e estávamos ocupados demais com aquilo que não tem alma?
“E eu entendo as suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana”
O espírito que desperta começa reconhecendo as consequências da sua ausência.
A ausência de presença. A ausência de amor. A ausência de gratidão.
Até para uma criança, certas coisas são óbvias…
Mas o coração endurecido pelo mundo se torna cego.
“Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?”
A conexão com algo maior, eterno, essencial.
“Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança”
Quando nos desconectamos da Fonte —
de Deus, do Amor, da nossa própria essência —
a esperança definha. A alma sente saudade.
E, às vezes, só então nos damos conta
de que estávamos tentando viver sem ar espiritual.
“Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem, uma irrelevância diante da eternidade
Do amor de quem se ama”
Essa parte é uma revelação.
As perdas e dores da vida nos mostram a quão efêmera é a existência.
Tão frágeis são os dias, os planos, os bens.
Mas o amor verdadeiro — humano ou divino — esse é eterno.
Esse transcende o tempo. Esse é sagrado.
Essa é a chave da transformação espiritual:
Reconhecer aquilo que realmente preenche o vazio.
Não são os bens, os títulos, os acertos perfeitos.
Mas o amor verdadeiro.
“E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada”
Reconhecer que oferecemos pouco
não é o fim — é o início da humildade.
É o passo necessário para recomeçar.
Deixar “roupas penduradas” pode representar
as marcas superficiais que deixamos no mundo…
Mas agora é hora de deixar a alma por inteiro.
Uma pergunta final:
“Será que você já sabe o que é que te faltava?”
Talvez fosse paz.
Talvez fosse fé.
Talvez fosse amor-próprio.
Ou talvez fosse reconexão com o Divino que habita em você.
A boa notícia é que o Amor espera. Sempre espera.
E ainda que a gente tenha andado por caminhos distantes,
a porta da eternidade permanece aberta.
Porque o que faltava nunca foi algo fora —
era o retorno para dentro.
Colaboração: Alaide Teixeira
Qual é a música?
Por onde andei – Nando Reis
Cada fase da nossa vida costuma ser marcada por uma música. São momentos de alegria ou períodos de dor profunda, decepções, encontros, desencontros e despedidas. Assim, cada canção — especialmente por sua letra — pode nos remeter a diferentes momentos e provocar interpretações únicas.
A música “Por Onde Andei”, de Nando Reis, me remete a uma fase em que, ao ouvi-la, algo despertou dentro de mim. Foi como um chamado espiritual. Senti que era Deus me fazendo refletir sobre o quanto eu estava distante d’Ele, procurando em tantos outros lugares a paz que só encontraria em mim mesma. Percebi então que Deus me procurava — e falava comigo — por meio de tudo de bonito que me cercava.
Essa música toca profundamente o meu coração, e por isso, quero compartilhar a forma como interpreto cada verso dela.
Desculpe…
Estou um pouco atrasado.
Assim começa o reencontro.
Com humildade, com arrependimento, com coragem para voltar atrás.
Quantas vezes em nossa vida espiritual,
chegamos atrasados para reconhecer o que de fato importa?
Nos perdemos por aí.
Ocupamos o tempo com distrações, mágoas, medos, culpas.
E nos afastamos…De quem nos ama.
Do que nos cura…Do Divino que habita em nós.
“Por onde andei, enquanto você me procurava?”
Essa pergunta ecoa como uma oração.
Quantas vezes o Amor Maior nos buscou —
em meio ao nosso orgulho, à nossa fuga, à nossa ausência?
Quantas vezes a Vida nos chamou de volta —
e estávamos ocupados demais com aquilo que não tem alma?
“E eu entendo as suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana”
O espírito que desperta começa reconhecendo as consequências da sua ausência.
A ausência de presença. A ausência de amor. A ausência de gratidão.
Até para uma criança, certas coisas são óbvias…
Mas o coração endurecido pelo mundo se torna cego.
“Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?”
A conexão com algo maior, eterno, essencial.
“Amor, eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança”
Quando nos desconectamos da Fonte —
de Deus, do Amor, da nossa própria essência —
a esperança definha. A alma sente saudade.
E, às vezes, só então nos damos conta
de que estávamos tentando viver sem ar espiritual.
“Como um dia que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem, uma irrelevância diante da eternidade
Do amor de quem se ama”
Essa parte é uma revelação.
As perdas e dores da vida nos mostram a quão efêmera é a existência.
Tão frágeis são os dias, os planos, os bens.
Mas o amor verdadeiro — humano ou divino — esse é eterno.
Esse transcende o tempo. Esse é sagrado.
Essa é a chave da transformação espiritual:
Reconhecer aquilo que realmente preenche o vazio.
Não são os bens, os títulos, os acertos perfeitos.
Mas o amor verdadeiro.
“E o que eu te dei
Foi muito pouco ou quase nada”
Reconhecer que oferecemos pouco
não é o fim — é o início da humildade.
É o passo necessário para recomeçar.
Deixar “roupas penduradas” pode representar
as marcas superficiais que deixamos no mundo…
Mas agora é hora de deixar a alma por inteiro.
Uma pergunta final:
“Será que você já sabe o que é que te faltava?”
Talvez fosse paz.
Talvez fosse fé.
Talvez fosse amor-próprio.
Ou talvez fosse reconexão com o Divino que habita em você.
A boa notícia é que o Amor espera. Sempre espera.
E ainda que a gente tenha andado por caminhos distantes,
a porta da eternidade permanece aberta.
Porque o que faltava nunca foi algo fora —
era o retorno para dentro.
Colaboração: Alaide Teixeira