Macaco vê, macaco faz
By Cláudio

Macaco vê, macaco faz

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Este ditado deve ter nascido das experiências humanas com os macacos. Eles, geneticamente, são os animais mais parecidos com os seres humanos, por isto são muito utilizados nos laboratórios, especialmente para o desenvolvimento de teorias comportamentais.
Um dos resultados que foi possível perceber sem dúvida alguma está sintetizado nesta frase: “Macaco vê, macaco faz”. Com ela podemos aprender muitas coisas, entre elas, podemos citar:
1 – Os seres humanos, apesar de ter muitas diferenças dos macacos, neste aspecto somos muito parecidos com eles. Especialmente os bebês, as crianças e os adolescentes em formação, tendem a copiar aquilo que estão vendo. Assim, é fundamental que os adultos estejam atentos com aquilo que estão fazendo;
2 – Mesmo os adultos precisam estar atentos com o que estão vendo, ouvindo e fazendo. Como o ser humano está sempre em evolução, ele precisa selecionar suas companhias, seus ambientes e o conteúdo que está assistindo. Tudo isto vai interferir no comportamento dele;
3 – Como os adultos, especialmente os pais, interferem diretamente no desenvolvimento dos filhos, este é um motivo a mais para que os mesmos busquem ajuda para terem, além de uma melhor qualidade de vida, sejam influências positivas para seus filhos;
4 – Onde está sua atenção e coração é para lá que vai seu destino. Pensa bem então o que você está fazendo com o seu tempo hoje. É hoje que você constrói seu amanhã;
5 – Outro componente importante é onde você frequenta. Além de interferir no seu futuro, vai interferir no futuro da sua família;
É evidente que, em se tratando do ser humano, este determinismo nem sempre acontece, afinal, o homem é dotado de uma inteligência muito superior aos macacos, além de ter consciência de si e ter a liberdade de fazer suas escolhas livremente. Não raro os filhos vão fazer escolhas totalmente diferente das escolhas dos pais.
Tirando esta ressalva, temos que fazer nossa parte e entregar o resto para os nossos filhos fazerem a parte deles.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ

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  • 24/06/2022