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A dor da codependência
By Cláudio

A dor da codependência

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A dor da codependência

Codependência você para de viver sua vida. Você foca em “salvar” seu ente querido.

Você depende da vida dele para viver a sua.

Se ele está bem, você está bem. Se ele deprime, fica nervoso, vai embora…sua vida fica um caos.

Sua vida não é prioridade, você nem pensa nisto, não dá tempo, tem de estar atento para resgatar o “júnior” que muitas vezes tem mais de 35 anos…sim um adolescente adulto.

Daí você desaprendeu a viver sem ter que preocupar com ele.

Culpa, medo, se algo acontecer com ele, foi por que você não estava perto para orientar.

O detalhe que ele só quer você perto para sugar energia, ter comida, dinheiro e vida boa sem regras e a gente acha que um dia ele vai entender que nossa preocupação é para o bem dele e ele vai mudar.

Aí, pelo o que vejo e ouço só muda se ele quiser.

Nos resta como Coodependente termos de mudar, o Junior mudando ou não.

Aí é um grande trabalho de reaprender a viver a própria vida que é entrelaçada com outros pessoas, familiares que também vão estranhar a nossa mudança e nós também vamos começar a ver a realidade que vivemos e que não tínhamos olhos e atenção para ver.

Não é fácil.

Mas é uma alforria.

O que  o escravo faz quando recebe uma carta de alforria?

O que ele é depois que recebe uma carta de alforria?

O que fazer com ter a liberdade de viver a sua vida?

E a sua própria vida está ok?

Vamos supor:

Se o Junior curasse, formasse em medicina, casasse e fosse viver a vida que você tanto sonhou para ele, o que VOCÊ faria para VOCÊ?

Eu abri mão de tudo, ele se foi e o que eu vou fazer o que da minha vida?

Aprender a viver sem ter de viver e preocupar em salvar o outro.

Se a gente morrer o Junior não vai morrer com a gente, ele vive sem nós.

Não precisamos morrer para isto acontecer.

Desculpem, foi um desabafo.

Temos de mudar.

Não é fácil, mas é por nós.

Se o Junior for menor de idade ou incapaz é diferente, ainda está sob a nossa responsabilidade, exige muita atenção em como agir.

Porém, fora esta situação, o livre árbitro existe, para o Junior e para nós.

Tenhamos coragem e fé.

Do jeito que estamos fazendo não dá certo.

Vamos seguir a orientação dos profissionais da área e sempre, sempre nos apoiarmos na fé e aprendermos um com os outros em um grupo de apoio e se possível fazer terapia. É muito importante fazer terapia.

Estamos emocionalmente doentes e tem muita vida para ser vivida por cada uma de nós.

É neste lugar que podemos falar nos grupos de apoio.

E a nossa vida, neste caos que criamos vivendo a vida do Junior está uma grande desordem.

Vai dar trabalho.

Mas, vale a pena.

Dá trabalho mudar.

Não é uma mágica.

Colaboração: Cyntia Amaral

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  • 12/01/2026