Você é um Jogador Compulsivo?
Você é um Jogador Compulsivo?
As vinte perguntas a seguir poderão ajudá-lo a responder essa pergunta:
1- Você já perdeu horas de trabalho ou da escola devido ao jogo?
2- Alguma vez o jogo já causou infelicidade na sua vida familiar?
3- O jogo afetou a sua reputação?
4- Você já sentiu remorso após jogar?
5- Alguma vez você já jogou para obter dinheiro para pagar dívidas ou então resolver dificuldades financeiras?
6- O jogo causou uma diminuição na sua ambição ou eficiência?
7- Após ter perdido você se sentiu como se necessitasse voltar o mais cedo possível e recuperar as suas perdas?
8- Após um ganho você sentiu uma forte vontade de voltar e ganhar mais?
9- Você geralmente jogava até que seu último centavo acabasse?
10- Você já pediu dinheiro emprestado para financiar seu jogo?
11- Alguma vez você já vendeu alguma coisa para financiar o jogo?
12- Você relutava em usar o “dinheiro de jogo” para as despesas normais?
13- O jogo o tornou descuidado com o seu bem estar e o de sua família?
14- Alguma vez você já jogou por mais tempo do que planejava?
15- Alguma vez você já jogou para fugir das preocupações ou problemas?
16- Alguma vez você já cometeu, ou pensou em cometer um ato ilegal para financiar o jogo?
17- O jogo fez com que você tivesse dificuldades para dormir?
18- As discussões, desapontamentos ou frustrações fizeram com que você tivesse vontade de jogar?
19- Alguma vez você já teve vontade de celebrar alguma boa sorte com algumas horas de jogo?
20- Alguma vez você já pensou em se autodestruir como resultado de seu jogo?
A maioria dos jogadores compulsivos responderá sim a pelo menos sete destas perguntas.
Se você quer parar de jogar ou se você é um familiar ou amigo de um jogador compulsivo e gostaria de ajudá-lo escreva para nós. Mande um e-mail para contato@grupojaonline.com.br
Fonte: https://www.grupojaonline.com.br/20-perguntas
Meu comentário:
Infelizmente, com o advento das chamadas BETs (Apostas esportivas) estamos diante de uma verdadeira tragédia social. Milhares de pessoas e famílias sendo impactadas pelo vício do jogo. Fizeram uma jogada de mestre associando a nossa paixão nacional que é o futebol e a promessa de um ganho financeiro fácil, apostando na sorte como mecanismo de enriquecimento.
Como fico triste de saber que os clubes, jogadores consagrados e admirados pelo torcedor, pobres de ricos, ainda se submetem a fazer propagandas destes cassinos virtuais que só enriquecem seus apoiadores e as multinacionais dos jogos de azar. Além dos jogadores e ex-campeões, assistimos estarrecidos comentaristas esportivos também fazendo este papelão em troca de alguns reais a mais.
O Estado, está tentando regulamentar estas apostas, porém, dificilmente obterá sucesso nesta empreitada. O poder econômico, o lobbys no congresso destes grupos e os interesses financeiros dos próprios clubes de futebol são muito mais fortes.
Cabe a nós, profissionais de saúde, alertar por esta grave situação. Os vícios podem trazer lucros para alguns, mas levam a paz, a saúde física, mental e financeira de muitos, sem contar a destruição das famílias e da redução drástica da produtividade do dependente.
Se não dá para proibir, tinha que restringir o acesso de crianças e adolescentes. Proibir a propaganda na TV e nos demais meios de comunicação durante o período diurno e nos eventos esportivos. Limitar os valores de apostas diários.
Sempre é bom lembrar: QUEM GANHA NOS JOGOS DE APOSTA É SEMPRE A BANCA
Cláudio Martins Nogueira – psicólogo clínico – Especialista em DQ e CODE