A coragem de ser imperfeito – Parte 02
A coragem de ser imperfeito – Parte 02
Introdução
Minhas aventuras na arena da vida
“Fui assumindo papéis para se proteger da vulnerabilidade” – A autora chama estes papéis de “ARMADURAS”, porém elas nos impedem de sermos mais comprometidos e vulneráveis. Em outras palavras as armaduras possuem uma premissa básica:
“Manter todo mundo a uma distância segura e sempre ter uma saída estratégica e racional”
As “armaduras” dificultam aquilo que a autora chama de missão de todo ser humano:
“Estamos aqui para criar vínculos com as pessoas” – Sem este propósito a vida humana perde o sentido.
Quando rompemos estas “armaduras” e aceitamos a nossa vulnerabilidade e a do próximo passamos a ter o que a autora chama de:
VIDA PLENA ou PESSOA PLENA
Esta pessoa plena se esforça para cultivar os seguintes valores:
1 – Cultiva a autenticidade libertando assim dos outros
2 – Cultiva a autocompaixão superando assim a “praga” do perfeccionismo.
3 – Cultiva o espírito flexível e elimina a rigidez e a monotonia de uma vida sem graça;
4 – Cultiva a gratidão e a alegria como antídoto a escassez e a queixa;
5 – Cultiva a fé e a confiança ao invés de certezas radicais;
6 – Cultiva a criatividade e evita a comparação;
7 – Cultiva o lazer e o descanso como prevenção ao estado de exaustão;
8 – Cultiva a calma e a tranquilidade não alimentando os quadros de ansiedade;
9 – Cultiva tarefas relevantes e não perde tempo com dúvidas e suposições
10 – Cultiva risadas e bom humor e evita a rispidez e o controle excessivo de si mesmo e dos outros
Enfim, viver plenamente é abraçar a vida com o amor-próprio com a coragem e a compaixão de formar vínculos pessoais mais profundos e duradouros
Definição de vulnerabilidades (Ideias fundamentais)
1º) Amor e aceitação de si próprio e do outro;
2º) Indivíduos plenos muitas vezes passam por mais experiências de perdas e dores do que aqueles não plenos, porém eles se agarram na seguinte crença: Eu tenho valor, sou digno de amor e de aceitação, portando, tenho o direito de viver com alegria;
3º) Pessoas plenas vivem orientadas pela coragem, pela compaixão e pela formação de vínculos interpessoais saudáveis
4º) – Pessoas plenas vêm na vulnerabilidade como um catalizador de coragem, compaixão e vínculos. Elas aceitam esta condição em si mesmo e nos outros. Para elas, a vulnerabilidade está no âmago das experiências humanas
5º) – Pessoas plenas valorizam mais o “ser” do que o “saber”. “O que nós sabemos tem importância, mas quem nós somos importa muito mais”. Para isto, a pessoa plena deixa ser vista pelo outro, vivendo assim com ousadia e assumindo sua condição de ser vulnerável
Meu comentário:
Este conceito de “PESSOA PLENA” é muito interessante e contraditório. Quando aceitamos a nossa vulnerabilidade nos tornamos fortes para alcançarmos o sucesso desejado. Isto fica claro nesta frase que sempre costumo repetir:
“Nós temos que ser fortes para reconhecermos as nossas fraquezas”
Adaptação de Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico
Indicação de leitura: A CORAGEM DE SER IMPERFEITO – Brené Brown – Editora Sextante