Faça o que falo, não o que faço
Faça o que falo, não o que faço
Expressão tradicional de dezenas de anos. Ela nos convida a pensar na coerência, na assertividade, na honestidade e nas nossas verdadeiras convicções. Muitas pessoas fazem eloquentes discursos e conseguem carregar multidões e, infelizmente, na sua vida prática, fazem exatamente o contrário.
Muitos pregam a pobreza e vivem na luxúria
Muitos pregam a prosperidade e vivem na miséria
Muitos pregam a honestidade e vivem na desonestidade
Muitos pregam a sobriedade e vivem em uso/abuso de alguma substancia
Muitos pregam o amor e vivem propagando o ódio
Muitos pregam a paz e vivem cultivando a violência
Muitos pregam Jesus e vivem como Barrabás
Sabemos que o exemplo é o maior mestre de todos e que as palavras interferem muito pouco no comportamento do outro. Segundo os especialistas, a linguagem corresponde a 7% da comunicação, o tom de voz a 34% e o restante, 59% é o comportamento.
Quando a gente se depara com as relações familiares, especialmente do dependente com seus codependentes, precisamos ficar atento a estes dados. O nosso comportamento vai interferir diretamente no comportamento do dependente. Por causa disto que o tratamento começa conosco. Não adianta você fazer “palestrinhas” e não dar um bom exemplo.
Precisamos evoluir a ponto de mudar este ditado para: “faça o que eu falo e faço”. Assim teremos mais chances de sermos convincentes e atingir a alma das pessoas, além é claro, de termos a consciência tranquila que não estamos sendo hipócritas.
Jesus já dizia isto: “Você vê um cisco no olho do seu irmão e não vê a trave no seu próprio olho”. O codependente e o dependente fazem isto com frequencia. Chegou a hora da gente se olhar no próprio espelho e de tirar a trave do nosso olho.
Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ