A casa da “mãe Joana”
By Cláudio

A casa da “mãe Joana”

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A casa da “mãe Joana”

Este termo surgiu na França. Eram os bordéis de Avignon no século 14. O termo surgiu quando Joana, rainha de Nápoles, se refugiou lá em 1346, após se envolver em uma conspiração para a morte do marido.

Chegando lá, passou a mandar e desmandar a ponto de regulamentar os bordéis. Então, cada prostíbulo passou a ser chamado de “Paço da Mãe Joana”, expressão que chegou a Portugal e que, no Brasil, virou “casa da Mãe Joana”.

A expressão “casa da mãe Joana” alude a um lugar em que vale tudo, onde todo mundo pode entrar, mandar, uma espécie de grau zero de organização.

Uma das normas que ela implantou dizia: “o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar”. “Casa da mãe Joana” virou sinônimo de lugar onde impera a bagunça.

Atualizando este conceito para os dias de hoje, podemos dizer que a casa da bagunça hoje é aquela que tem um dependente químico. O caos se instala e os conflitos viram uma rotina cada vez pior.

Como dizia o Dr. Jorge Deleon, um dos maiores especialistas em dependência química do mundo. A adicção é a doença da desordem.

Portanto, para resolvermos este problema dentro do nosso lar é fundamental pensarmos num processo de disciplina e organização. As Comunidades Terapêuticas trabalham com este pilar de disciplina. O que acontece então quando um DQ sai de uma internação e se depara com uma família disfuncional e desorganizada?

Infelizmente, muitos recuperandos não conseguem dar continuidade a este processo disciplinar e as recaídas são apenas questões de tempo para acontecer trazendo toda a dor e frustração a todos os envolvidos.

Todos os membros da família devem se envolver nesta construção de um lar mais organizado e disciplinado, especialmente os pais. Só assim teremos uma família funcional e harmoniosa.

Um trabalho árduo de todos, mas deve começar com cada um.

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico – Especialista em DQ

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  • Outubro 9, 2023
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