Drogas K9 – A maconha sintética – final
By Cláudio

Drogas K9 – A maconha sintética – final

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Drogas K9 – A maconha sintética – final

Como resolver esse problema?

Xavier observa que, ao longo da história, a intensificação do proibicionismo de algumas drogas tem como efeito colateral o surgimento de formas mais perigosas de consumo de entorpecentes.

“No final do século 19, as farmacêuticas desenvolveram em laboratório uma droga que acabaria com o problema do ópio: a morfina”, destaca.

“Dez anos depois, a morfina havia se tornado uma questão de saúde ainda mais grave. Daí os laboratórios criaram uma solução para a dependência da morfina: a heroína, que hoje ainda representa um grande problema em partes do Hemisfério Norte.”

O médico cita outro exemplo: a Lei Seca dos Estados Unidos, que proibiu a venda de bebidas alcoólicas no início do século 20. “Esse foi o único momento da história da humanidade em que foram registrados casos de pessoas que injetaram álcool na veia”, observa ele.

“Isso acontecia porque, se você tem uma compulsão para o uso de álcool e havia uma proibição, tentava-se tirar o máximo proveito de qualquer quantidade disponível.”
Por fim, o psiquiatra aponta que o grande boom do crack esteve relacionado à proibição da cocaína em anos mais recentes.

“E a história se repete agora com os canabinoides sintéticos: o proibicionismo relacionado à maconha fez surgir uma forma de consumo mais perigosa e com alto risco de letalidade.”

Na visão de Xavier, o caminho para lidar com o abuso e a dependência química não envolve a proibição. “É preciso trabalhar com os subgrupos de maior vulnerabilidade, como os adolescentes, e pensar em ações voltadas para eles”, sugere.

“Mas não adianta partir para um discurso mentiroso, no estilo ‘maconha pode matar’. Os jovens não vão ouvir.”

“A boa comunicação sobre as drogas envolve o respeito à inteligência das pessoas, conversando abertamente com elas e falando sempre a verdade”, conclui o pesquisador.

Meu comentário:

Não concordo com a opinião deste psiquiatra por vários motivos, dentre eles posso citar os mais importantes:
1 – Não foi o proibicionismo o responsável pelo surgimento de drogas mais potentes e perigosas, mas sim, o avanço tecnológico e da ciência que foram encontrando fórmulas químicas capazes de produzir efeitos mais prazerosos e intensos;
2 – Com a legalização do consumo do álcool e do tabaco não aconteceu a redução do consumo e nem muito menos casos mais leves de dependência. Pelo contrário, as duas drogas que mais matam no mundo são as duas legalizadas;
3 – O aumento exagerado do consumo de maconha em todo o mundo está diretamente relacionado por este movimento de “legalização” do consumo desta droga. A maconha sintética também surgiu não pelo proibicionismo, mas sim, por interesses econômicos por este mercado em expansão e muito promissor financeiramente;
4 – Como resolver este problema? Para mim, os poderes públicos constituídos deveriam começar a liderar um movimento de prevenção às drogas em escolas públicas e comunidades. Oferecer incentivos fiscais para escolas particulares e empresas que desenvolvam programas de prevenção ao uso/abuso de substancias e, é claro, priorizar o tratamento dos dependentes químicos usando todas as estruturas já existentes no atendimento a familiares e dependentes através de convênios como acontece hoje no SUS para várias enfermidades
5 – E por último, através da lei, fazer efetivamente, um trabalho de fiscalização e punição a todos que são os responsáveis pelo tráfico de drogas no país;
Cláudio M. Nogueira – Psicólogo – Especialista em dq

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  • Setembro 9, 2023
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