Babá virtual
By Cláudio

Babá virtual

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Psicólogo não entra de férias e não tem folga. Sempre estamos observando o comportamento dos animais e dos seres humanos. Recentemente, estava no clube almoçando quando me deparei com uma cena tão comum nos dias de hoje.
Uma jovem mãe com seu bebê de cerca de no máximo dois anos, ainda na fralda, estava almoçando com o celular à mão. A mãe dava comida em sua boca e ele grudado no aparelho assistindo desenho animado. Ela foi ao caixa pagar a conta e aquele bebê ficou sozinho à mesa com sua babá virtual.
Quando ela voltou, eles saíram e ele continuou com seu joguinho. Ela estava falando no celular e o bebê focado na sua baba virtual tomou uma outra direção descendo a rampa em direção da piscina coberta.
A mãe tomou maior susto quando viu que seu filho não estava do lado dela. Foi quando ela voltou e pegou sua criança pela mão. E o pior… ele continuou com o celular na mão e ela continuou falando ao telefone.
Quantas e quantas vezes nós pais estamos terceirizando a educação para estas babás eletrônicas e virtuais? O que será das nossas crianças no futuro? Conteúdos muitas vezes violentos, pornográficos e redes sociais onde crianças e adolescentes trocam intimidades com adultos?
Pensem nisto queridos papais e responsáveis. O futuro da humanidade está em nossas mãos.
Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico.

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  • Setembro 23, 2022
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