Álcool também é droga
By Cláudio

Álcool também é droga

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Apesar da Organização Mundial da Saúde definir que “Drogas são todas as substancias, naturais ou sintéticas que, ao serem introduzidas em organismo vivo, altera suas funções normais”, a maioria das pessoas, inclusive profissionais de saúde especializados em dependência química insiste em separar o álcool das outras drogas.

Segundo o último relatório da OMS, só a droga álcool matou no ano de 2016, cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo. Comparando com o covid 19, o álcool matou 50% a mais do ele. Levando em consideração o “estrago” que o alcoolismo faz no seio de uma família, podemos multiplicar este sofrimento por cinco vezes.

Cerca de 75% das vítimas são homens, muitas vezes na idade mais produtiva da vida e pais de família tendo vários dependentes na sua responsabilidade.

Além de tudo isto, sabemos dos reflexos do alcoolismo nos aumentos dos acidentes de trabalho, de transito, na violência doméstica e da criminalidade. Outro fator preocupante também é o poder que esta droga possui de “anestesiar” o centro de censura e da autocrítica, abrindo as portas para a experimentação e consumo de drogas ilegais, especialmente entre os mais jovens.

No processo de recuperação de dependentes das outras drogas, o álcool sem sombra de dúvidas é o principal responsável pelas recaídas. A grande maioria relata com frequência o início da recaída com a droga álcool e, em pouco tempo, estão novamente consumindo a maconha, a cocaína, o crack e tantas outras.

Infelizmente, o consumo da droga álcool perpassa a história do homem a milhares de anos. A cultura do seu consumo é tão grande que a maioria das pessoas considera normal e necessário o seu uso. Nas festas religiosas, nos aniversários e datas festivas e até mesmo em velórios o álcool é convidado a participar.

 

Mesmo nas famílias que se deparam com o desafio de conviver com um dependente químico, o álcool continua sendo o convidado mais especial de todos estes eventos. A tradição do seu consumo é mais forte do que a dor de ver um ente querido sendo destruído pelas drogas. Fato recorrente, pais e irmãos de adictos que não aceitam abrir mão do consumo desta droga pelo bem estar da família e do dependente.

Nos grupos de apoio, até hoje ouvimos familiares e dependentes fazerem afirmações como: “Graças a Deus meu filho não usa drogas, ele só bebe”, ou, “Eu parei de usar drogas, agora estou só tomando uma cervejinha de leve”. Pior do que estas falas é aquela que um dia escutei de uma mãe que tinha um filho internado em tratamento: “Jamais vou deixar minha cervejinha por causa do meu filho”.

Diante desta realidade, precisamos ter a coragem e a ousadia de fazermos diferente. De tomar a decisão por uma vida mais saudável e sóbria, só seremos capazes de começar a mudar esta trágica historia.

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  • Maio 15, 2021
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