É na guerra que se conhece o soldado
By Cláudio

É na guerra que se conhece o soldado

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Este ditado surgiu recentemente no meio da pandemia do covid19. Percebi alguns políticos trazendo a responsabilidade para si e outros se omitindo diante dela. Percebi pessoas que, mesmo correndo riscos de vida, largam seus familiares para salvar outras vidas nos leitos dos hospitais.

Eu vi nesta guerra contra este inimigo invisível, pessoas virando a noite fazendo máscaras para proteger vidas. Vi empresários mudando toda a estrutura do processo produtivo para produzir respiradores e equipamentos de proteção individual. Vi bombeiros fazendo shows para as pessoas confinadas. Vi comunidades se organizando distribuindo cestas básicas. Vi psicólogos, médicos, artistas, padres, pastores, leigos fazendo lives e grupos de apoio virtuais

Nesta guerra eu vi a sociedade se organizando. Vi também pessoas se divertindo, fazendo chacotas, piadas. Vi até alguns fazendo carreatas e aglomerações. Vi pessoas não acreditando na pandemia e fazendo política suja com os cadáveres.

É na guerra que se conhece o soldado. No treinamento é fácil. Ser soldado no quartel é fácil. O difícil é quando vai para os campos de batalha. É quando do outro lado tem um inimigo mortal. Os heróis nascem diante da linha do fogo e não nos quarteis.

Nas lutas contra a dependência química é a mesma coisa. É muito fácil ser pais de filhos obedientes, disciplinados e responsáveis. O difícil é quando nos deparamos com um filho afundado nas drogas com todas as repercussões que isto provoca. Alguns familiares diante deste desafio encontram forças para enfrentar esta guerra e buscam ajuda. Outros não conseguem e preferem se omitir.

Talvez este seja o único ditado que é de minha autoria. Senti a necessidade de escrever sobre ele, principalmente por causa do momento que estamos vivendo. Precisamos de soldados fortes, destemidos, inteligentes e focado no combate ao inimigo. Não precisamos de soldados que fazem intrigas, fofocas e confusão na linha de frente do pelotão.

Nestes momentos precisamos unir nossas forças. Quem tiver condições de ficar em casa fique. Quem precisar sair para trabalhar saia, mas tome suas precauções. Manter o distanciamento, usar máscaras, carregar álcool gel, lavar sempre as mãos e evitar aglomerações como festas, reuniões familiares, passeios, etc.

Da mesma maneira, as famílias que enfrentam o desafio de conviver com um adicto deve se preparar, se fortalecer tratando da sua codependência até ter condições de tomar as medidas adequadas para influenciar positivamente na vida do dependente.

Soldado! Não fuja da guerra!

Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo clínico

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  • Agosto 1, 2020
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