Piercing: no corpo e na alma
By Cláudio

Piercing: no corpo e na alma

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1 – Origem do piercing

Existe uma longa história sobre o body piercing e seus diversos significados por todo mundo. Historiadores afirmam que há mais de 2000 anos, algumas clãs e tribos já usavam apetrechos para furar a pele em cerimoniais carregados de simbolismos, com conotações espirituais, sexuais, estéticas e de rituais de passagem e costume.

A moda do piercing ganhou força com o movimento Hippie dos anos 60 e 70, conquistando jovens adeptos à prática do sadomasoquismo, que viram no adorno uma nova forma de exaltar o corpo e as suas zonas erógenas. Morris (1974), chama algumas áreas do corpo de “ecos genitais”, entre elas destacam-se: o umbigo, a boca e as orelhas, locais preferidos para o piercings. Neste caso serviriam para evidenciar a genitalidade do indivíduo, servindo como vitrine aos observadores e interessados.

Este movimento chegou à Inglaterra com o movimento Punk e nos Estado Unidos com o movimento gay nos anos 80 e 90, chamando a atenção de todo o planeta com o casamento entre o primitivo e o moderno.

Devemos sempre estar atentos as propostas de desconstrução socio-cultural, sendo criteriosos e judiciosos na análise e adesão às novidades. E orientar os mais jovens quanto as intenções e efeitos dos novos comportamentos.

2 – Riscos ao usar os piercing:

Pesquisadores da Universidade Pace concluíram que usar piercing pode ser a maior furada — infoPesquisadores da Universidade Pace concluíram que usar piercing pode ser a maior furada — informa a rede de rádio e TV britânica BBC. Perfurar o corpo com objetos metálicos foi motivo de dor de cabeça para 20% dos jovens consultados. Publicado na revista Mayo Clinic Proceedings, o estudo aponta infecções, sangramentos e queloides como as complicações mais frequentes.

Aos que pensam que podem aplicar piercings sem sofrer um arranhão, os dados mostram que a falta de esterilização pode trazer sérias consequências, como o contágio com aids e hepatite B.

Piercings na língua:  são os mais perigosos. Podem provocar infecções na gengiva, problemas respiratórios e até prejudicar a fala.

Piercings no nariz e na parte superior da orelha: , pode provocar contaminações porque o tecido das cartilagens nestas regiões tem pouca irrigação. Isso dificulta a ação defensiva do organismo no combate aos micróbios.

Piercings nas mucosas (lábios, língua e genitais):  a umidade pode abrir caminho para a proliferação de fungos e bactérias.

Piercings no umbigo: as dobrinhas dificultam a higienização podendo provocar infecções constantes

Piercings nos órgãos genitais: tão grave quanto na língua, os riscos de infecções são enormes provocando inflamações generalizadas, tanto na vagina como no pênis, tendo muitas vezes que submeter a tratamentos com antibióticos, anti-inflamatórios e até mesmo intervenções cirúrgicas.

A prestigiosa Associação Médica Britânica também já se debruçou sobre o tema, indicando que cerca de um terço dos usuários de piercing apresenta sequelas.

Em tese, os estabelecimentos que fazem a colocação de piercing no Brasil deveriam atender aos parâmetros de higiene estabelecidos pela Vigilância Sanitária. Não é o que acontece.

Piercings e mercado de trabalho: Piercings e tatuagens podem trazer desvantagens na hora da conquista por uma vaga. De acordo com a consultora de RH do Grupo Catho, Gláucia Santos, isto acontece porque ainda existe uma ideia antiga de que o uso de piercings ou tatuagens está relacionado à marginalidade. Várias empresas adotam de maneira implícita uma discriminação no momento da entrevista. Isto significa que o selecionador não irá perguntar se a pessoa usa piercing ou tem tatuagem, mas se perceber, este candidato pode perde pontos.

Desta forma, o piercing marca o corpo com dor e sofrimento, mas também pode marcar a alma, podendo deixar sequelas para o resto da vida.

Fonte: http://virgilionascimento.blogspot.com.br

Adaptação: Cláudio Martins Nogueira – Psicólogo Clínico

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  • Outubro 27, 2017
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